Da Redação
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A eleição para a escolha dos representantes dos conselhos tutelares foi marcada por reclamações e muito confusão. Várias falhas foram verificadas durante a votação, que foi feita, pela primeira vez, com o uso de tablets. Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude, as falhas mais comuns apresentadas no início da votação foram técnicas, relacionadas ao funcionamento das plataformas.
Algumas seções em Samambaia, Paranoá, São Sebastião, Varjão, Riacho Fundo, Ceilândia e Vicente Pires registraram problemas. Na Escola Classe 501 de Samambaia, mais de 150 pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, estavam aguardando pela votação.
A aposentada Conceição Catúrio, 71 anos, se queixava da espera. “Estou desde as 9h na esperança de exercer meu direito, mas sou impedida porque os tablets não funcionam. Muitos estão descarregados e outros estão desconfigurados. Assim não dá”, reclamou.
Voto errado
Pior para o autônomo Euzébio Nery, 52 anos, que votou em uma pessoa em que não conhecia. “Apertava em um número e aparecia outro. Ao tentar corrigir apareceu que eu tinha confirmado”, lamenta. “Desse jeito eu não voto”, bateu o pé Nelza da Silva, 37 anos, recepcionista. Ela acusa o sistema de fraudulento. “Não é possível que estes equipamentos tenham vindo assim sem ninguém ver”, finalizou. Das quatro seções em Samambaia, somente a partir das 11h uma delas voltou a operar, mas desconfigurada, segundo denúncias.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) fiscalizou o processo de escolha dos novos conselheiros. Foram 50 promotores e dezenas de servidores percorrendo as 156 escolas públicas que funcionaram como zonas eleitorais. A candidata a conselheira tutelar Poliana Maria Pereira pedia a anulação da eleição.