Da Redação
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Depois de ficar em banho maria quase um ano, a Universidade de Brasília (UnB) resolveu colocar em votação a proibição de trotes sujos, aqueles que submetam o calouro e qualquer outro membro da comunidade acadêmica a ações de tortura a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante, constrangimento e a situações de discriminação de qualquer natureza.
A decisão foi tomada depois de uma semana em que as festas de recepção dos calouros para o primeiro semestre letivo de 2012 ganharam as páginas dos jornais e espaços nos telejornais da cidade. Três estudantes, inclusive, foram parar no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), na última quinta-feira, depois de entrarem em coma alcoólico num bar da Asa Norte, numa calourada.
No dia seguinte, os novos estudantes do curso de Mecatrônica foram colocados de joelhos para consumir bebidas direto da garrafa. A discussão sobre o tema, entretanto, é antiga. No ano passado, estudantes foram obrigadas a lamber linguiça, despertando a ira de órgãos do Governo Federal. Apesar de ter aberto sindicância na época, ninguém foi punido.
Agora, após uma nova onda de denúncias, o Conselho Universitário (Consuni) vai discutir as regras na próxima sexta-feira. O diretor da Faculdade de Comunicação, David Renault, relator da proposta, diz que “a resolução está respaldada por consulta pública e combate trotes como os ocorridos ao longo da semana”. De acordo com ele, quem for pego praticando atos proibidos poderá ser até expulso da universidade.