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Conheça os tratamentos e como evitar o colesterol alto

Arquivo Geral

19/08/2012 10h05

Da Redação, com agências
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O colesterol alto é um problema que atinge milhares de pessoas. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o problema afeta 40% da população brasileira. De acordo com o cardiologista e coordenador central de hipertensão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Lucimir Maia, o colesterol foi listado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a sexta maior causa de complicações cardiovasculares.

 

Quando se fala em colesterol alto, a referência é ao colesterol total do organismo, que é subdividido em LDL (do inglês Low Density Lipropotein, lipoproteína de baixa densidade), chamado de colesterol ruim, o HDL (High Density Lipoprotein,  lipoproteína de alta densidade), colesterol bom e os triglicerídeos. A médica Ana Cristina Belsito, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explica que, apesar de os cardiologistas serem os principais profissionais responsáveis por acompanhar pacientes com colesterol alto, a endocrinologia também faz o acompanhamento, por se tratar de uma doença metabólica.

 

 

“O importante é que a sociedade perceba quais são os riscos que a dieta moderna tem, muito rica em gorduras, glicídios, em carboidratos. São dietas com valor calórico muito alto. E o indivíduo, até por pressa, por ter uma vida corrida, falta de opção, acaba optando por esse tipo de alimento, muito rico em gordura. E com isso, há o aumento dessas gorduras no sangue. São as gorduras saturadas, que com o tempo vão lesando os vasos, as artérias, então aumenta o risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares”.

 

 

Segundo especialistas, a vida sedentária também está entre as causas do problema. Mas quem tem problemas de hipertensão, excesso de peso e diabetes também deve ficar atento ao nível de colesterol no organismo. O histórico familiar, estresse e o tabagismo também podem influenciar para o problema.

 

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o colesterol tem aumentado em todas as faixas etárias, inclusive nos jovens e crianças. Já existe registro do aumento da ingestão de alimentos gordurosos nas crianças que ficam muito tempo na frente da televisão e no computador.

 

 

Para os especialistas, o hábito alimentar deve ser modificado ainda quando criança. Isso porque quanto maior o nível de colesterol no sangue, maior o risco de entupimento das artérias e quanto mais tempo o nível ficar alto, maior a  chance de entupimento. Se esse nível está alto desde a infância, o risco dessa criança ter problemas com idade precoce é maior, se não for tratada.

 

O cardiologista Lucimir Maia ressalta a importância das campanhas serem voltadas especialmente para as crianças. “As campanhas realizadas hoje não englobam adolescentes e crianças. É preciso que as ações sejam reformuladas e englobem todas as faixas etárias. A orientação sobre saúde deve ser colocada dentro das escolas para que a criança já cresça sabendo dos hábitos necessários para ter uma vida saudável”, diz o cardiologista.

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