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Brasília

Confederação espera melhoras na segunda seletiva

Arquivo Geral

25/05/2007 0h00

Presidente da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), Maurício Manfredi confessou que esperava um resultado melhor dos cavaleiros nacionais na primeira seletiva para os Jogos Pan-americanos. Por outro lado, ele ressaltou a sua confiança em ver as três vagas restantes para os Jogos Pan-americanos preenchidas sem a necessidade de critérios subjetivos.

“Esperávamos um pouco mais de cavaleiros precisando apenas repetir a performance na segunda seletiva para ficar no índice, talvez três ou quatro conjuntos”, admite o dirigente, sem perder o otimismo. “Mas na próxima etapa, por já terem entrado em contato com essa altura de 1,50m nos obstáculos, alguns possam vir a ter um resultado melhor”, emendou.

Depois de ter se indisposto com os cavaleiros que treinam na Europa, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) pode ser obrigada a, pelo menos, considerar a possibilidade de levar Álvaro Miranda Neto, o Doda, Cassio Rivetti e Pedro Veniss para a disputa no Rio de Janeiro. Isso porque há um grande risco de os conjuntos nacionais não atingirem o índice técnico da seletiva nacional, 28 pontos em seis percursos (três já realizados, em São Paulo, e outros três a serem disputados no Rio entre 31 de maio e 3 de junho, durante o Campeonato Brasileiro).

O critério de 28 pontos é uma média estabelecida com base nos terceiros melhores resultados que garantiram o bronze nas últimas cinco edições do Pan. Porém, após a realização da primeira seletiva, no último final de semana em São Paulo, apenas Vitor Alves Teixeira/Petra Z podem repetir o mesmo resultado na segunda etapa e garantir a vaga. Todos os outros dez conjuntos que ainda têm chances de classificação precisam melhorar o desempenho.

Manfredi afirma que, no momento, a CBH não trabalha com a hipótese de usar o critério subjetivo. “Ainda é cedo para fazer isso. Passado o nervosismo da primeira etapa, talvez alguns melhorem seus resultados e tenhamos mais de três conjuntos classificados objetivamente”, explicou.

Ele também foi político quando questionado se os cavaleiros “europeus” teriam maiores chances em uma possível convocação por critérios técnicos. “Procuraremos contemplar uma binômia equipe forte com condições de conquistar a medalha no Pan-americano e a tão almejada vaga olímpica com o incentivo e o impulso ao hipismo praticado no Brasil”, afirmou.

“O importante é que o processo de seleção não é de afunilamento. Não seriam 70 conjuntos, depois 25 e no final três ou quatro. Na verdade, vimos que temos talvez cinco conjuntos com capacidade de disputar um Pan. Na próxima seletiva veremos quais desses são regulares e poderão repetir a performance. Se tivéssemos muito mais do que esses como gostariam alguns, então teríamos errado o diagnóstico, pois algo deveria ser feito para melhorar o nível do hipismo brasileiro”, destacou Manfredi.

Preocupados com a possível perda da chance de disputar o Pan, os cavaleiros que vivem no Brasil reclamam do estabelecimento de um critério. Por outro lado, em recente entrevista, Doda fez o contrário e disse que tal marca era de nível técnico muito baixo para a disputa do Pan, que vai classificar seus três primeiros colocados (exceto os Estados Unidos, que já garantiram vaga) para as Olimpíadas de Pequim.

A comunidade hípica nacional também considera que teve a performance prejudicada em São Paulo por conta do estabelecimento de um piso novo na disputa em um percurso exigente, feito pelo armador venezuelano Leopoldo Palácios. Para piorar, a chuva fez com que o primeiro dia de disputas fosse realizada em condições não ideais. Manfredi, porém, prefere apontar outros fatores.

“O piso era novo, mas se comportou muito bem. Devemos considerar o acerto da comissão organizadora em adiar a prova no primeiro dia e nos inúmeros intervalos para reparo da pista no intuito de proporcionar uma condição boa e mais igualitária possível para todos os participantes”, comentou o dirigente.

“Os percursos foram altamente técnicos com dificuldades bem semelhantes a que se pode esperar em um Pan-americano. Foi excelente oportunidade para grande parte dos conjuntos se deparar com um percurso de um grau de dificuldade que há muito tempo não se montava no Brasil”, respondeu.

Apesar disso, Manfredi reconhece o descontentamento dos ginetes e se diz disposto a agir. “A maior parte dos cavaleiros reclamou que a falta deste tipo de percurso no Brasil não permitiu que chegassem preparados para disputar uma seletiva de Pan. Essa é uma deficiência que pretendemos sanar criando um circuito de provas de 1,50m ou mais. Queremos elevar o nível técnico do hipismo”, promete.

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