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Brasília

Condutor do caminhão que tombou na DF-250 diz que nasceu de novo

Arquivo Geral

03/01/2013 17h37

Daniel Ribeiro 
daniel.ribeiro@jornaldebrasilia.com.br 

Foto: Ana Rayssa

 

“Nasci de novo”. Estas foram as palavras de José Fernando de Souza, 59 anos, condutor do caminhão que tombou na tarde desta quinta-feira (3) na DF-250, sentido Formosa. Apesar do grave acidente envolvendo o veículo que levava um carregamento de tijolos, o motorista ficou apenas com leves ferimentos.

 

Segundo José, a equipe de resgate chegou rápido e prestou os primeiros socorros no local, ele disse ainda que não quis ir ao hospital, pois se sentia bem. Já o carona Roberson Vicente de Almeida, 26, que também estava no caminhão no momento do acidente, não teve a mesma sorte. Um helicóptero dos bombeiros teve que ser acionado para levá-lo até o hospital. De acordo com depoimentos dos policias que estavam monitorando a via, a vítima teve duas fraturas nas pernas e foi levado às pressas para o Hospital de Base de Brasília, mas que estava consciente.   

 

Quando questionado sobre os motivos do acidente, José comentou que minutos antes do ocorrido tinha ouvido uma espécie de ruído no caminhão, mas não soube identificar de onde vinha. Pouco depois ele disse que perdeu o controle do veículo, ocasionando o acidente. O motorista informou ainda que o caminhão é da década de 80, mas que o levava constantemente para a vistoria e sempre fazia a revisão em tempo.

 

Até às 16h, o local ainda estava interditado à espera da equipe que faria a perícia do acidente. Os veículos longos e pesados não conseguiam passar, já os mais leves faziam um desvio pelo terreno localizado ao lado da via. Uma equipe de policiamento rodoviário instruia os motoristas que passavam por ali. 

 

Alguns condutores de caminhões e carretas que estavam paradas ajudavam na remoção dos tijolos do trecho para que fossem liberados mais rapidamente.

 

DF-250

De acordo com a Polícia Militar acidentes na via são comuns. Embora o limite de velocidade da estrada varie entre 60 km/h e 80 km/h, os motoristas costumam pisar forte no acelerador. A via é praticamente uma reta, o que incentiva ainda mais o abuso da velocidade e as ultrapassagens perigosas. Embora o asfalto do local seja regular, são raros os trechos que têm acostamento visível, a estrada é muito estreita, o que a torna ainda mais perigosa.     

 

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