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Brasília

Concurso promove a beleza da periferia brasiliense

Arquivo Geral

20/08/2012 8h12

Samir Mendes

Especial para o Jornal de Brasília

 

Com o objetivo de mostrar a beleza da mulher da periferia para toda a sociedade, elevar a autoestima das moradoras das comunidades do País e oferecer a chance de tornar realidade o sonho de ser modelo, a Central Única das Favelas (Cufa) promoveu no DF a primeira edição do Miss Periferia – Top Cufa Brasil 2012, concurso de beleza para moradoras de 18 a 22 anos das das comunidades brasileiras. 

 

A vencedora, Wizelany Marques Costa, 18 anos, irá representar o DF na etapa nacional do evento, que será realizada no Rio de Janeiro em setembro. Wizelany, natural de São Sebastião, disse, após ser presenteada com a faixa de campeã, estar surpresa com a vitória. “Nunca havia trabalhado como modelo. Deixava minhas fotos em agências, porém, eles nunca me ligavam de volta oferecendo oportunidades, então para mim é uma alegria esse reconhecimento”, desabafa.

 

Com 54 kg bem distribuídos em 1,70 de altura, a jovem ficou sabendo do concurso por meio da ONG que trabalha em São Sebastião, promovendo eventos como o Domingo no Parque. Wizelany falou também sobre o espírito de amizade presente entre elas e as outras candidatas.

 

“Sempre fui uma pessoa de muita atitude, que corre atrás dos objetivos. Porém, esse espírito de competição não atrapalhou a relação entre nós (candidatas). Pelo contrário, todas ficamos muito amigas e já trocamos contato”, revela a vitoriosa, que irá para a etapa nacional do certame no Rio de Janeiro com todas as despesas pagas. 

 

O concurso, realizado no Sesc de Ceilândia, um dos apoiadores do evento, recebeu inscrições de centenas de garotas de diversas cidades do entorno do DF. O processo de seleção contou com análise de fotos e entrevista com especialistas da moda de Brasília, além de dicas pontuais de Mariana Fernandes, 16 anos, Miss Teen Mundial 2011, e também uma das juradas do concurso.

 

“Dei dicas sobre expressão e postura, coisas básicas sobre como se portar na passarela. Apesar de inexperientes, as meninas se portaram muito bem e, se quiserem, estão prontas para seguir na profissão”, elogia. 

 

Outro jurado foi Kléber Rocha, diretor da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Para ele, a realização de um evento como este, voltado para as regiões administrativas, é positivo e tende a ficar ainda mais popular em suas próximas edições.

 

“Creio que passadas a desconfiança inicial e falta de informação naturais de uma primeira edição, a população vai perceber que a proposta e estrutura do evento são sérias. Isso atrairá mais inscrições e patrocinadores, o que será muito bom para a comunidade”, explica. Kléber falou também sobre a quebra de paradigma que o concurso cria ao mostrar que “a beleza feminina existe, sim, fora dos grandes centros e é forte o suficiente para ser representada em nível nacional”, afirma. 

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