Fábio Magalhães
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As provas práticas do concurso para preenchimento de 400 vagas de técnico em enfermagem da rede pública são alvo de investigações da Polícia Civil. Ontem, enquanto as avaliações ocorriam na Universidade Católica, houve confusão porque os candidatos protestaram, afirmando que não houve tempo para fazer todos os procedimentos exigidos pela banca aos concorrentes do turno matutino. Cerca de 1,3 mil pessoas foram selecionadas para a etapa, das quais 150 se dispuseram a registrar ocorrência coletiva na 21ª DP (Taguatinga Sul).
O motivo da confusão, segundo participantes, foi o fato de que a prova da manhã, que se iniciou às 7h30, durou mais do que o tempo estabelecido e chocou com o horário da tarde, que começou às 12h30. Com isso, candidatos de ambos os turnos foram avaliados ao mesmo tempo. Houve relatos de que dentro das salas havia pessoas portando aparelhos eletrônicos, sem qualquer fiscalização.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate), Jorge Viana, a situação pesenciada por ele foi de descontrole. “Juntamos todas as provas e vamos fazer uma denúncia ao Ministério Público”, adianta.
A Secretaria de Saúde afirmou que a responsabilidade é da banca, a Fundação Universa. A entidade não foi localizada para se pronunciar sobre o ocorrido.