Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do Distrito Federal (Sinpetaxi), Inframérica e Secretaria de Transportes do Distrito Federal continuam em negociação para decidirem se regularizam ou proíbem o Táxi Conveniência, que passou a funcionar no Aeroporto Juscelino Kubitscheck neste último final de semana. Na manhã desta segunda-feira (3), as entidades chegaram a elaborar um documento, que seria publicado no Diário Oficial de terça (4), com a regulamentação do serviço. Contudo, a decisão foi reprovada pelas cooperativas de táxi de acordo com a presidente do Sinpetaxi, Maria do Bonfim.
Apesar de suspenso na tarde desta segunda (3), a Inframérica acredita que o Táxi Conveniência voltará a funcionar normalmente amanhã. Já para Maria do Bonfim, que esteve em reunião com o Secretário de Transporte do Distrito Federal, José Walter Vazquez Filho, nesta tarde, o serviço será suspenso. Segundo ela, Vazquez compreendeu a reivindicação das cooperativas do transporte e atendeu aos apelos para acabar com o táxi pré-pago. A assessoria do secretário ainda não se pronunciou sobre a decisão final.
Entenda o caso
Como mostrou o Jornal de Brasília no domingo (2), o Táxi Conveniência começou a funcionar no sábado (1), às 6h, e causou confusão entre taxistas, que se sentiram prejudicados, pois apenas a Shalom prestava o serviço. Segundo os motoristas, funcionários da cooperativa abordavam os passageiros na esteira do aeroporto, apresentavam a novidade e os conduziam até o carro que faria a corrida. Seduzidos pela proposta de pagar um preço fixo antes de entrar no táxi e receber a diferença, caso o taxímetro marcasse um valor menor, a clientela migrou para o serviço pré-pago. A taxista Maria Brito diz que, após a implantação do Táxi Conveniência, o lucro caiu pela metade. Ela fez apenas três corridas no sábado, dia em que chegava a fazer oito corridas.
Já existente em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, o serviço foi legalizado em 17 de março deste ano, quando o governador Agnelo Queiroz aprovou o Projeto de Lei nº 1.315/2012 que, entre outras alterações, previa o táxi pré-pago. A iniciativa era parte de um conjunto de mudanças feitas pelo Governo do Distrito Federal para se prepararem para a Copa do Mundo 2014. Apesar de permitido há tanto tempo – embora sem regulamentação -, a Inframérica só abriu negociações para iniciar o serviço recentemente. Segundo a empresa, só a Shalom se interessou em trabalhar com a novidade.
No DF, da frota de 3.400 veículos, 1.500 trabalham no aeroporto, chegando a fazer 3500 corridas nos dias mais agitados. Taxista desde 1960, Bezerra diz que já presenciou épocas em que tentaram implantar o sistema no aeroporto de Brasília sem sucesso. Para ele, a iniciativa é feita por empresas que “tem olho grande e querem tomar o passageiro dos outros”. Ele é contra o serviço, pois afirma que ele prejudicaria os colegas de trabalho.