Menu
Brasília

Concessionária diz que atende todas as exigências legais do Centrad

Arquivo Geral

17/01/2019 13h34

Foto: Josemar Gonçalves/Jornal de Brasília/Cedoc

Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com

O governador Ibaneis Rocha (MDB) quer resolver o imbróglio do Centro Administrativo de Taguatinga (Centrad) de uma vez por todas. Ele quer levar o Executivo local para o complexo que ficou fechado nos últimos quatro anos. Conforme o emedebista, há meios jurídicos para entrar e negociação dos débitos deve ser levado à Justiça.

“Quero deixar bem claro que vamos assumir o prédio e levar todos os débitos à Justiça, tendo ciência que o valor cobrado pelas construtoras é indevido e, assim, vamos resolver judicialmente”, disparou o governador na manhã desta quinta-feira (17). Irredutível, o emedebista diz que só negocia com a Caixa Econômica Federal.

“Se aceitarem, passo a pagar o valor acordado, com 24 meses de carência, taxa de juros bem reduzida. Assim, vamos conseguir fazer a transferência de todos os contratos de aluguel, que nos dá condições de pagar os prédios do GDF. Essa foi a negociação que eu coloquei com o preço calculado em cima dos pareceres técnicos. Se o consórcio continuar insistindo, vamos resolver na Justiça. De justiça nos conhecemos bem”, afirma o governador.

O projeto do Centrad foi construído com objetivo de reunir Governadoria, Secretarias e órgãos da Administração Pública local para reduzir custos com aluguéis e redundância de serviços como manutenção, limpeza, segurança, garantindo eficiência na prestação de serviços para a população. O GDF tem uma dívida de R$ 970 milhões com a Caixa e uma de R$ 170 milhões com o Santander por conta da obra e não consegue captar recursos federais devido ao débito.

O histórico polêmico envolvendo o Centrad perdura desde o início de 2015. Naquela época, a Justiça suspendeu o Habite-se concedido pelo governo de Agnelo Queiroz (PT), nos últimos dias de seu mandato, por supostas irregularidades na construção. Em 2017, vieram à tona denúncias de que Agnelo, o ex-governador José Roberto Arruda (PR) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) teriam recebido propina pela obra. O escândalo foi anunciado por executivos da empreiteira Odebrecht em delações premiadas e acordos de leniência no âmbito da Operação Lava Jato.

Outro lado

A Concessionária que administra o complexo afirma que mantém tratativas com o GDF para “facilitar e viabilizar a ocupação imediata” do Centrad. Além disso, garante que atende “a todas as exigências legais impostas no escopo da PPP e demais solicitações do Poder Concedente relacionadas ao projeto”.

“O investimento no complexo de 182 mil m² que tem capacidade para receber cerca de 13 mil servidores foi de aproximadamente R$ 1,5 bilhão até o momento e feito integralmente pela Concessionária, sem ter havido qualquer repasse por parte do GDF”, diz a administradora. A nota segue, informando que o custeio de serviços de guarda e zeladoria é mantido desde a entrega da primeira etapa, ocorrida em junho de 2014.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado