Da Redação, com UnB Agência
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Os estudantes de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB) envolvidos no trote considerado ofensivo, podem ser advertidos, suspensos ou até expulsos. A universidade abriu sindicância para apurar a comemoração. Uma comissão foi criada e fará primeira reunião nesta semana. A comissão foi criada pelo reitor José Geraldo de Sousa Junior depois que fotos de calouras lambendo uma linguiça lambuzada de leite condensado provocaram um pedido de explicações feito pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
De acordo com o ato da reitoria que instituiu a comissão, os trabalhos devem ser encerrados em 30 dias corridos, com a possibilidade de serem prorrogados por mais 30 dias. “A comunidade considerou o trote como uma ofensa ao ambiente universitário, por isso a comissão foi instituída”, afirmou o professor Valcir Gassen, que presidirá os trabalhos.
A primeira tarefa da comissão será identificar as pessoas que participaram do trote a partir de vídeos e fotografias. Em seguida, os integrantes ouvirão calouros e veteranos sobre os fatos. Depois de concluir quais estudantes organizaram e aplicaram o trote, a comissão irá convocá-los para que façam suas defesas. Por último, os três integrantes da comissão decidirão sobre quais punições serão aplicadas.
Os três integrantes da comissão são Valcir Gassen, professor da Faculdade de Direito, Simone Perecmanis, professora da Faculdade de Agronomia e Veterinária, e Ana Paula Schwelm Gonçalves, Ouvidora da Secretaria de Políticas para a Mulher.
Punição
O julgamento será feito de acordo com os regimentos da Universidade de Brasília e da Faculdade de Agronomia e Veterinária. Nestes documentos, as punições previstas para atos contrários à convivência universitária são advertência, suspensão e expulsão. Segundo o presidente da comissão, o relatório deve apontar diferentes níveis de responsabilidades. “Faremos um trabalho cuidadoso para que as punições sejam proporcionais ao nível de participação da cada estudante”, afirmou Valcir Gassen.
Simone Perecmanis, da comissão, é contrária aos trotes, mas pondera que essa é uma tradição difícil de ser rompida: “Acho que o trote não deveria existir. É uma coisa que deveria acabar, mas é muito difícil. Em alguns casos, até os próprios pais dão trotes nos filhos”.