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Brasília

Comércio evita mais elevação

Arquivo Geral

28/03/2013 10h00

O desemprego no Distrito Federal chegou a 12,8% no mês de fevereiro. O acréscimo de 0,8 ponto percentual em relação a janeiro já era esperado no mercado, devido à desaceleração da economia no começo do ano. Entretanto, dois setores evitaram que o índice aumentasse ainda mais – comércio e reparação de veículos e a administração pública, as únicas áreas onde houve crescimento no número de contratações.

 

Os setores com maior diminuição de empregos foram a construção civil, com menos 3,4%. Na contramão da tendência, a administração pública gerou cerca de 3 mil empregos, um acréscimo de 1,6%, e o comércio 2 mil, incremento de 0,8%. 

No primeiro mês do ano a taxa era de 12% e passou para 12,8% no período seguinte, o que significa que cerca de 11 mil pessoas passaram para o grupo dos desocupados, totalizando 186 mil brasilienses nessa condição.

 

O índice já era esperado por conta também do fim da época de empregos temporários. Agora, o período é de diminuição de postos de trabalho, já que a procura por temporários diminuiu e as vagas abertas no fim do ano foram fechadas. 

 

Rendimento

O desemprego também aumentou em relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro de 2012, eram 12,4% de pessoas economicamente ativas sem emprego. O número chegou a 12,8% em 2013, um aumento de 0,4 ponto percentual.

 

A pesquisa também revela que o rendimento médio real dos ocupados aumentou 1,3% entre dezembro e janeiro deste ano. A média de remuneração dos assalariados passou para R$ 2.290 na transição entre 2012 e 2013.

 

Segundo o economista Bento Félix, da Upis, o crescimento de 0,8% no número de empregos do comércio é “razoável”, levando em conta a época do ano, caracterizada pela desaceleração da economia. “A venda de veículos, por exemplo, está em ascensão, devido ao acesso facilitado ao crédito e a isenção recente do IPI e do IPVA. Já no serviço público existe um déficit e algumas áreas de inoperância, portanto a tendência é sempre crescer. Principalmente se tratando de Brasília, que é movida pelos empregos públicos”, afirmou.

 

Meta do GDF é registrar taxa de um dígito

Para o secretário adjunto do Trabalho, Divino Valério, a meta do GDF é chegar a um índice de desemprego de um dígito, ou seja, abaixo de 10%, ainda este ano. Um dos obstáculos para que se alcance a projeção é o impacto que os moradores da Região Metropolitana geram nos empregos do DF. 

 

“Existe um dinamismo de crescimento da população do Entorno. Nas proximidades do Valparaíso, moravam cerca de 500 mil pessoas há 10 anos e hoje em dia esse número chega a 1,5 milhão. É preciso criar oportunidades de emprego nessa região, para que não seja exercida essa pressão sobre os empregos dentro do DF”, explicou.

 

A aposta da secretaria é que a Região Metropolitana tenha um aquecimento no setor industrial e que não seja necessário o deslocamento do trabalhador até a capital em busca de oportunidades.

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