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Brasília

Comércio do DF teve queda nas vendas em junho, aponta IBGE

Apesar do recuo mensal, varejo acumula alta de 7,4% no primeiro semestre, com tecnologia, móveis e supermercados entre os setores que mais avançaram

Redação Jornal de Brasília

13/08/2026 16h29

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Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

Por Thamires Pinheiro

O movimento nas lojas e estabelecimentos comerciais do Distrito Federal perdeu força em junho, mas o cenário ao longo do ano continua positivo. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (13/8) pelo IBGE, as vendas caíram 1% na comparação com maio. No primeiro semestre, porém, o setor acumula alta de 7,4%, enquanto, frente a junho de 2025, o crescimento foi de 8,8%.

A queda aparece depois da alta registrada em maio e contrasta com o resultado nacional. Enquanto o comércio varejista brasileiro avançou 0,5% na passagem de maio para junho, o DF teve retração de 1%. Mesmo assim, quando a comparação é feita com o ano passado, o cenário muda. O comércio da capital mantém uma sequência de resultados positivos e acumula crescimento de 5,5% nos últimos 12 meses.

O desempenho também não foi igual entre os segmentos. Dos oito grupos pesquisados pelo IBGE, seis venderam mais em junho deste ano do que no mesmo mês de 2025.

Tecnologia puxa o comércio

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Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação tiveram o maior crescimento, de 49,5% em um ano. O resultado mantém o segmento em alta pelo quarto mês consecutivo.

Móveis e eletrodomésticos também apresentaram avanço expressivo, de 28,6%, no sexto mês seguido de crescimento. Outros artigos de uso pessoal e doméstico e livros, jornais, revistas e papelaria registraram alta de 24,9% cada.

O comércio de produtos básicos também cresceu. As vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo aumentaram 9% na comparação com junho de 2025. Já artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos avançaram 4,7%.

Os números mostram que o registrado no mês não atingiu todos os setores da mesma maneira. Enquanto algumas categorias seguem em ritmo forte, outras enfrentam uma procura menor.

Entretanto, a queda de 1% no mês não significa uma redução uniforme das compras, mas reflete comportamentos diferentes entre os tipos de produtos comercializados.

Fecomércio vê cenário positivo, mas pede atenção

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Foto: Divulgação/Fecomércio

Em nota ao JBr, a Fecomércio-DF avaliou os números divulgados pelo IBGE e destacou que a economia brasiliense mantém um cenário positivo, apesar da perda de ritmo observada em alguns segmentos.

“O crescimento acumulado no primeiro semestre mostra que o resultado de junho precisa ser analisado dentro de um cenário mais amplo. O varejo ainda registra alta de 7,4% no ano e crescimento de 8,8% em relação ao mesmo mês de 2025”, explicou a entidade.

A Fecomércio também chama atenção para a diferença de comportamento entre os setores e destaca o avanço das atividades relacionadas à informação e comunicação e de outros segmentos de maior valor agregado como sinais do potencial da economia local, ao mesmo tempo em que os resultados mais fracos em áreas ligadas ao consumo das famílias indicam pontos que merecem acompanhamento.

“Embora essa avaliação tenha sido feita pela Fecomércio, a partir do cenário econômico do DF, os números do varejo mostram um comportamento semelhante de contrastes. Enquanto tecnologia, móveis e produtos para casa avançam, vestuário e combustíveis registram queda”, completou.

Varejo ampliado diminuiu 2,8%

Quando a pesquisa inclui veículos, motos, peças, material de construção e o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, o resultado de junho foi ainda mais negativo.

O comércio varejista ampliado recuou 2,8% na comparação com maio. Na relação com junho do ano passado, entretanto, houve alta de 9,9%.

O resultado mostra a diferença entre o movimento mais recente e o desempenho acumulado. Apesar da queda de junho, o comércio ampliado também mantém crescimento na comparação anual.

Segundo semestre será termômetro

Com a alta de 7,4% entre janeiro e junho, o varejo do DF chega à metade do ano com saldo positivo. O resultado de junho, embora negativo, ainda não foi suficiente para apagar o crescimento acumulado.

Agora, os números de julho serão importantes para mostrar se a retração foi apenas uma oscilação ou se o comércio brasiliense começou a perder força de maneira mais consistente.

A próxima Pesquisa Mensal de Comércio, referente a julho, será divulgada pelo IBGE em 10 de setembro.

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