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Brasília

Comércio de sexo e drogas começa cedo no Setor de Motéis em Taguatinga

Arquivo Geral

04/01/2013 7h49

Isa Stacciarini

isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Elas vendem o corpo, sem qualquer pudor, nas primeiras horas do dia, quando o sol já está forte. As garotas de programa de Taguatinga, especificamente as que atuam na região conhecida como Setor de Motéis, estão pelas ruas logo cedo, e o que não falta é uma clientela assídua de homens que cobiçam as profissionais do sexo. Quando chega o fim do dia e início da noite, é a vez dos travestis se insinuarem de forma provocativa para os clientes. Então, começa o show, com direito a strip-tease, seios de fora e calcinha à mostra. Um cenário de verdadeira depravação, regado a muita droga. 

 

Mesmo durante o dia, uma diversidade de carros que variam entre os mais populares até os de maior valor para querendo negociar o programa. Com pouco tempo de conversa, a mulher entra no carro e segue para o destino combinado. Por aproximadamente seis horas, o Jornal de Brasília percorreu o local sombrio e constatou a corrida pelo lucro que leva cada vez mais mulheres e travestis para as ruas da região.

 

 

Em busca de aventuras

Em pouco mais de dez minutos, uma garota de programa tentou negociar com cinco homens em busca de aventura. Eram motoristas dirigindo diversos modelos de carros  e até um motociclista. Outras que chegavam de programas já concluídos mal ficavam 30 minutos à espera de outra oportunidade. As mais atraentes e sensuais têm uma rotina intensa de programas.

 

Em outra avenida próxima, as profissionais recebiam mais propostas. Dessa vez um motorista de uma camionete de luxo circulou por mais de dez minutos e acabou levando uma moça morena. O mesmo aconteceu com um taxista. Ele pesquisou os preços e seguiu com uma mulher ao lado. Em um outro veículo mais popular, três homens tentavam a busca do prazer. Mas apenas encostaram o carro e conversaram com garotas.

 

“Em 30 minutos, bolso cheio”

O preço para um programa de 30 minutos varia de R$ 60 a R$ 80, dependendo da garota. Sem saber que estava falando com a reportagem, uma delas propôs quatro horas de sexo por R$ 100. “Não venho muito aqui, mas até topo um troca-troca com outro casal”, insinuou. Outra garota de programa, mais ríspida, garantiu que em meia hora lucra o suficiente. “Em 30 minutos, meu bolso fica cheio”, aponta. Aparentemente, as mais cobiçadas são as mais jovens, com idades entre 24 e 29 anos.

 

No entanto, há mulheres mais velhas, visualmente com idades entre 40 e 50 anos. Com corpos menos voluptuosos, a demora no ponto da prostituição pode ser maior. Além disso, as propostas quase não vem de ocupantes de carros mais luxuosos. A preferência por mulheres mais velhas vêm de homens  com poder aquisitivo de classe média.

 

Sem qualquer pudor, um dos seguranças de uma loja localizada no local onde a prostituição ocorre revela que o mercado da venda do corpo acontece 24 horas por dia. O homem, que preferiu não ser identificado, conta que os travestis são perigosos. “Eles têm ponto certo e, se alguma mulher chegar por lá, corre o risco até de apanhar. Nesse lugar, os travestis tiram a roupa, ficam com os peitos à mostra e até andam de calcinha”, disse.

 

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