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Brasília

Comerciante mata vizinho por causa de R$ 2,00

Arquivo Geral

22/09/2012 20h28

Da redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Um comerciante matou um vizinho com cinco tiros de pistola após um desentendimento por causa de R$ 2. O crime ocorreu na tarde deste sábado (22) em Samambaia. De acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito é dono de uma distribuidora de bebidas que funciona próxima ao local onde a vítima foi morta. 

 

O fato ocorreu a pouco mais de cem metros da delegacia, o suspeito está foragido. Para os policiais que atenderam a ocorrência, o que mais impressionou foi a frieza do assassino na morte  do operador de computador  J.A.L.B., 25 anos, ocorrido por volta das 13h30, na QN 211.

 

Dinheiro

 

 

 O pai da vítima, de 55 anos, contou a policiais   da 26ª DP (Samambaia), responsáveis pela investigação, que o motivo da confusão seria R$ 2. A vítima teria ido ao comércio comprar uma caixa de cerveja em latinha. Como o valor não estava completo, o comerciante   se recusou a vender.  Os dois teriam discutido e brigado.

 

 Depois da confusão, o comerciante teria ido até a casa de J.A. e o jurado  de morte.  O pai do rapaz teria  pedido  para não matá-lo. Hoje (22), após o almoço, a vítima saiu e disse que iria à distribuidora conversar com o comerciante. O pai alertou o filho para não ir, mas o rapaz não obedeceu.

 

 Quando J.A. se aproximou do estabelecimento o comerciante teria  disparado pelo menos seis tiros. Quatro atingiram a cabeça, o peito e braço direito da vítima. O rapaz  caiu por cima da bicicleta que pedalava e morreu  na hora. A família ouviu o barulho dos tiros, mas quando chegou ao local não restava mais nada a fazer para salvar o rapaz. “Tinha visto o acusado armado perto de minha casa pela manhã. Na hora que ouvi os tiros senti que era com meu irmão. Corri e  encontrei ele caído. Peguei no pulso, mas já estava morto”, contou uma das duas irmãs da vítima,  que pediu para não ser identificada. A garota,  estava inconsolável  ao lado do pai na cena do crime.

 

Fuga

 

 

Segundo uma testemunha, depois dos tiros o comerciante  teria fechado a loja, entrou em uma Saveiro vermelha e fugiu. Ela acredita que o suspeito deixou o local para não ser preso em flagrante. Afirmou ainda que o suspeito é morador de uma quadra nas proximidades e deverá se apresentar com  advogado na segunda-feira. “É uma pessoa tranquila e para ter feito isso tem alguma coisa mais grave nessa história”, disse.

 

O pai de J.A. permaneceu na cena, mas passou mal durante a perícia e foi retirado por parentes. A mulher dele estava sob efeito de medicamento. A vítima era casada e tinha um casal de filhos.

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