A ação de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti na UnB passou para uma nova fase. Foram identificados focos de larvas no prédio da Reitoria, no subsolo do ICC, no Centro Olímpico e na Casa do Estudante.
A partir desta quinta-feira, 4 de março, um grupo de quatro homens da Vigilância Sanitária e dez funcionários da Prefeitura do campus capacitados pelo Ministério da Saúde estarão na UnB borrifando veneno com bombas e aplicando larvicidas em possíveis criadouros.
Os primeiros prédios a serem tratados serão a Reitoria e parte da Biblioteca Central (BCE). Por causa da ação, o expediente na Reitoria começa às 10h30. Todos os setores devem deixar um funcionário responsável para receber a equipe da Prefeitura às 8h30.
Já a Biblioteca vai abrir somente às 12h na quinta-feira.
O veneno usado na ação é de baixa concentração, em virtude do cuidado com insetos utilizados em pesquisas de Entomologia e Medicina Tropical. “A aplicação destas substâncias é focal em lugares onde já foram identificados focos e onde existe a possibilidade de aparecimento de larvas”, justifica a diretora de Saúde da UnB, Gilca Starling. O combate ao mosquito se estenderá a outros prédios do campus Darcy Ribeiro e aos outros campi da UnB.
Há possibilidade de haver foco na área da Colina, onde moram professores e funcionários da Universidade de Brasília. Um docente e um servidor da universidade já foram diagnosticados com dengue.
“Nós mapeamos os possíveis criadouros na primeira etapa do combate”, diz Gilca. Ela explica que durante o primeiro estágio do combate foram tomadas medidas para evitar o acúmulo de água. “Vedamos lajes expostas, tapamos depósitos de água, cobrimos raízes de árvores com terra e removemos qualquer entulho que pudesse acumular água”, conta.
A situação da UnB preocupa pela proximidade com a Vila Planalto, principal foco da epidemia no DF. Outro fator de preocupação é o fato de o campus fazer fronteira com áreas de Cerrado denso.