Todas as negociações que envolvem a valorização da Polícia Militar estão e continuarão sendo feitas pelo Comando da PM. O aviso foi dado pelo governador Agnelo Queiroz em reunião com o Secretário de Segurança Pública e os comandantes da corporação.
“A Polícia Militar não tem sindicato, tem comando, tem hierarquia”, ressaltou.
O governador reafirmou que respeita o direito democrático da categoria de reivindicar, mas não vai admitir que se coloque a população em risco. Segundo ele, sem limites qualquer movimento perde a legitimidade e entra no campo da anarquia.
Agnelo Queiroz disse que a vida está acima da política e enfatizou aos comandantes “A PM é uma instituição com mais de 200 anos, muitos de vocês estão na vida militar há mais de 20 anos. Não permitam que esse movimento manche a história da corporação.”
Agnelo reafirmou que não permitirá o uso político da polícia. “Não vou admitir, em hipótese alguma, que meia dúzia de pessoas com atitudes covardes possam desmoralizar a Polícia Militar e colocar em risco a vida de um cidadão de bem”, enfatizou.
O governador lembrou que das 50 cidades mais violentas do mundo 16 são brasileiras. E destacou: “Brasília não está entre elas. Isso é fruto do programa “Ação Pela Vida”, política coordenada pelo secretário [de Segurança Pública] Sandro Avelar, e que não pode ser interrompida por conta de uns poucos com interesses nitidamente políticos”.
Comando da PM garante polícia nas ruas
A partir de hoje, a Polícia Militar manterá presença ostensiva nas ruas, inclusive com a participação maciça de oficiais. O compromisso foi anunciado pelo comandante-geral da Polícia Militar, Anderson Moura, após reunião entre o governador Agnelo Queiroz e o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, e comandantes dos batalhões da PM.
“Estaremos nas ruas com todos os nossos comandantes e praças para garantir paz e tranquilidade. Os oficiais apoiarão os policiais que estão trabalhando e fiscalizarão aqueles que mostrarem resistência”, disse o comandante-geral da PMDF, Anderson Moura.
“O oficial é um policial militar e está pronto para todas as situações: para atender ocorrências e fazer fiscalização e controle. Colocaremos todos os coronéis da PM para trabalhar na rua”, completou Moura.
Além de prorrogar o expediente para que o efetivo cumpra sua missão de oferecer segurança à população, o comando da PM afirmou que cinco militares, entre praças e oficiais, serão punidos com sanções que vão de advertência a demissão.
A PMDF instaurou procedimentos administrativos para avaliar a conduta ética e disciplinar dos policiais envolvidos na ação conhecida como operação “Tartaruga”. Os militares em questão fazem parte do grupo que influencia e incentiva, por motivações políticas, a morosidade no atendimento de ocorrências.
“Já identificamos quem tem outros interesses que não o atendimento do pleito da instituição, interesses eleitoreiros. Eles já estão respondendo a conselhos”, disse Moura.