Luís Augusto Gomes
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“A Polícia Militar do Estado de Goiás será uma instituição pública totalmente voltada para a satisfação das necessidades de seus clientes e caracterizada pela legalidade, competência, atualidade, flexibilidade e pelo humanitarismo”. A frase, estampada na parede do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Formosa, não reflete o pensamento e nem a atitude do sargento Wanderlei, do cabo Gilson, e dos soldados Torres e Emerson, presos juntamente com o então comandante da unidade, o tenente-coronel Ricardo Rocha Batista, durante a Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal (PF), realizada em Goiânia e no Entorno do DF.
Além dos cinco, outros 14 PMs também foram presos, entre eles o subcomandante-geral, coronel Carlos Cézar Macário, acusados pela PF de Goiás de participação num grupo de extermínio que matou cerca de 50 pessoas. Entre as vítimas há crianças mulheres e pessoas sem qualquer vínculo com a criminalidade.
Segundo o tenente-coronel Luís de Jesus da Silva, que assumiu o comando do 16º BPM neste mês, com uma das missões de não permitir o excesso de seus subordinados, o sargento Wanderlei, o cabo Gilson e o soldado Torres, já serviam no 21º Batalhão da PM (Planaltina de Goiás), enquanto Emerson estava sediado em Alto Paraíso. “Não podemos pregar que bandido bom é bandido morto” afirmou.
Frase comprometedora
Esta frase era dita abertamente pelo ex-comandante, o então major Ricardo Rocha, suspeito de ter sido promovido irregularmente durante a gestão do amigo e ex-secretário de Segurança Pública de Goiás Ernesto Roller. O governo do estado anunciou que vai rever as circunstância das promoções dos PMs presos pela PF.
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