Se no Mundial do ano passado, a britânica Rebecca Adlington decepcionou e não esteve na final nos 800m livre, em Pequim ela deu mostras que pretende se redimir. Com o tempo de 8min18s06, a atleta de 19 anos quebrou o recorde olímpico das eliminatórias e se classificou para a decisão com a primeira posição.
A marca anterior era de 8min19s67, durava desde Sidney-2000 e pertencia à norte-americana Brooke Bennett. Em segundo lugar, ficou com a romena do Camelia Potec (8min19s70), seguida pela dinamarquesa Lotte Friis (8min21s74).
A alta competitividade da eliminatória dos 800m livre (por ser uma prova muito desgastante, a prova não tem semifinais) faz com que a expectativa seja alta para a quebra do recorde mundial. Trata-se de uma das marcas mais antigas da modalidade: os atuais 8min16s22 foram estebelecidos por Janet Evans, dos Estados Unidos, em 20 de agosto de 1989.
Campeã mundial, a norte-americana Kate Ziegler está fora da disputa do pódio: com 8min26s98, ela foi apenas a décima colocada, duas posições atrás da última vaga, ocupada por Cassandra Patten, da Grã-Bretanha (8min25s91).
Outra decepção ficou por conta da japonesa Ai Shibata. Campeã olímpica da prova em Atenas, ela nadou muito mal e sequer chegou perto de uma vaga na final da competição, ficando em 27º lugar (8min41s63). Trata-se de uma despedida melancólica da atleta, que prometeu se aposentar logo após os Jogos de Pequim – na China, ela também competiu nos 400m livre, mas sem sucesso.