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Brasília

Com eleições marcadas para abril no DF, deputados fazem alerta sobre curto período do mandato

Arquivo Geral

29/03/2010 16h57

Deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aproveitaram a sessão extraordinária de hoje (29), que tratou da realização de eleições indiretas para o Executivo local, para comentar a conjuntura política que motivou uma alteração na Lei Orgânica do DF.

 

O deputado Chico Leite (PT) se alinhou à posição do presidente da Casa, cabo Patrício, que defende que os distritais não devem concorrer aos cargos, pois o candidato “deve estar acima dos embates partidários”. Chico Leite disse que a CLDF “só vai poder trabalhar bem se houver um saneamento no governo, em que o interesse da sociedade fique acima dos interesses pessoais. Este é um momento de aprendizado para que os erros cometidos não se repitam”.

 

Para o deputado Paulo Tadeu (PT), a Casa “deve tomar decisões corretas e encaminhar soluções apropriadas para a crise, pois não agiu antes que ela se instalasse”. Ele lembrou o mandato curto do próximo governador, alertando para o fato de que será uma tarefa complexa. “O nome escolhido deve aglutinar os interesses do Distrito Federal e não visar a interesses partidários”.

 

A deputada Erika Kokay (PT) defendeu que a CLDF “tem que ter desprendimento e eleger alguém que não use a máquina administrativa em função das eleições que vão acontecer em outubro. Esse momento é decisivo para a Câmara Legislativa, assim como para o próprio governo do DF.”

 

O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) concordou que o candidato ao governo do DF (GDF) não deve ter preocupação eleitoral “para que não exerça influência” sobre o pleito de outubro. Ele reiterou que o pedido de intervenção federal, feito pela Procuradoria-Geral da República foi precipitado.

 

O deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), candidato a vice-governador na chapa com o governador em exercício, Wilson Lima, disse que os deputados distritais não podem ser excluídos da disputa, pois “quem não servir para governar não serve para mais nada, e, na Casa, existem pessoas honradas que poderiam ser eleitas”.

 

Para a deputada Eliana Pedrosa (DEM), “o Brasil tem que ser passado a limpo de Norte a Sul e de Leste a Oeste. E, para isso, é preciso se estabelecer igualdade”. Ela observou que, enquanto a Justiça Eleitoral tentou multar o presidente Lula em R$ 5 mil por propaganda eleitoral fora de época, um deputado distrital paga R$ 20 mil de multa se colocar, agora, um simples adesivo no carro, porque é considerado propaganda eleitoral antecipada. Eliana disse que “se fala muito no escândalo de corrupção no DF mas ninguém se lembra do mensalão do PT; tudo ficou esquecido”. e fez uma família refém.

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