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Com calor, busca por ar-condicionado aumenta no DF

A opção mais procurada em termos de custo-benefício, para economizar energia, tem sido modelos “Eco-swing”

Mesmo com o aumento na conta de energia no DF, o brasiliense, diante das altas temperaturas registradas nas últimas semanas, passou a buscar um dos eletrodomésticos que mais consomem energia elétrica, segundo o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel): o ar-condicionado. De acordo com a lista de equipamentos que mais gastam energia dentro de casa, os gastos com o aparelho podem onerar entre 128 kW/h e 374 kW/h mensalmente dependendo do modelo e potência.

De acordo com dados extraídos do sistema de buscas do Google – Google Trends -, no Distrito Federal, o ar-condicionado teve “aumento repentino” nas buscas, atingindo nível máximo de interesse no último sábado (11) – índice 100, conforme os padrões de análise da ferramenta de buscas. Ao longo dos últimos três meses, o ponto mais alto havia sido em 26 de agosto, quando o índice de popularidade do eletrodoméstico chegou a 41 na escala.

Quem constata o aumento na busca do produto nesta época do ano é Maurílio Sampaio, gerente da ClimaRio, na Asa Sul, revendedora licenciada de ares-condicionados. Segundo ele, nas duas últimas semanas, as buscas pelo eletrodoméstico cresceram, justamente em decorrência da elevação da temperatura atmosférica. Ele afirma que esta é uma tendência constante todos os anos nesta época de calor mais intenso.

Maurílio Sampaio, gerente da ClimaRio, na Asa Sul. Foto: Vitor Mendonça/ Jornal de Brasília

“É só a temperatura subir e a umidade baixar que o nosso movimento dispara. Essa época do ano já é esperada com aumento expressivo nas vendas de ar condicionado – e esse ano tem seguido a tendência dos anos anteriores, sempre de crescimento”, afirmou. “Esquentou um pouco, o pessoal já começa a procurar”, acrescentou.

No ano passado, com as atividades em home office forçadas pela pandemia da covid-19, segundo Maurílio, o crescimento foi mais expressivo. “Tivemos um forte aumento de vendas em relação a 2019 – em mais de 20%. Mas esse ano a tendência segue como a dos anos anteriores antes da pandemia e temos a expectativa de aumento de pelo menos 15% em relação a 2020, que já foi alto”, destacou o gerente.

O modelo mais comum buscado atualmente, segundo o comerciante, é o “Split Hi Wall”, vendido por diferentes marcas, considerado o mais compacto para ambientes domésticos – com variação de 9 mil a 12 mil BTUs (unidade de potência dos ares-condicionados, sigla para British Thermal Unit – Unidade Termal Britânica) O maior interesse é pela instalação em quartos, na maioria. Em segundo lugar, está a sala.

Na Asa Norte, a Top Clima Ar Condicionado também constata a mesma tendência de aumento nesta época do ano, passando de 60% em relação aos meses anteriores, mais frios. Renato Reis, gerente da loja, afirma que a demanda também cresce para a manutenção dos aparelhos que os clientes já têm, uma vez que os eletrodomésticos ficaram sem utilização em outros meses do ano.

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“Temos um crescimento grande. Nossa agenda já está fechada para daqui duas semanas, por exemplo”, disse. Segundo ele, o home office não teve tanto impacto nas vendas, porque os clientes estavam ainda receosos de receber os instaladores dos produtos nas próprias residências, por conta do risco de contaminação pelo novo coronavírus. Apesar disso, o movimento não parou – principalmente pela demanda por uma qualidade melhor de sono durante o calor em casa.

Quando o calor começa a afetar o sono dos clientes, segundo Renato, eles buscam essa solução do ar-condicionado. “Durante o dia, com o calor, ainda dá para fugir com uma janela aberta, com uma toalha, e as pessoas se viram como podem. Mas durante a noite, muitos não conseguem dormir – às vezes uma, duas ou três noites de sono ruim”, destacou.

O aumento nos custos a cada kW/h pela Agência Nacional de Energia (Aneel), portanto, não dispersou os clientes na loja. No estabelecimento, a opção mais procurada em termos de custo-benefício, para economizar energia, tem sido modelos “Eco-swing”, ainda mais econômicos que os modelos “Inverter”, de acordo com Renato. “O cliente tem procurado salvar economias, mas não abrindo mão do conforto”, ressaltou.

“O consumo de energia não tem freado as vendas. Eles entendem que em primeiro lugar vem o conforto, e depois se controlam para ajustar os gastos com a energia depois”, finalizou o gerente.

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