Da redação
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Mesmo com os níveis de reservatórios de água mais altos que nos anos anteriores, a seca no Distrito Federal ainda requer atenção e cuidados extras dos consumidores. A Caesb orienta que o uso de água seja feita de maneira consciente, principalmente nos períodos de estiagem.
Locais que são abastecidos por poços ou pequenos e médios mananciais são afetados com a redução do volume hídrico, como Brazlândia, Sobradinho, Jardim Botânico e São Sebastião. Nesses locais, a oferta de água diminui entre agosto e novembro pois os córregos da região ficam com menos água.
O sistema Brazlândia possui duas captações superficiais, Barrocão e Capão da Onça, que não são interligadas com os demais sistemas do DF. Já o sistema Sobradinho-Planaltina, o mais complexo do Distrito Federal, conta com inúmeras captações superficiais e subterrâneas, além da interligação com o subsistema da Estação de Tratamento de Água (ETA) Lago Norte. O sistema São Sebastião-Jardim Botânico, por sua vez, recebe água do sistema Torto-Santa Maria, da captação do córrego Cabeça de Veado e também dos poços de São Sebastião.
Mudanças de hábito
Mudar os hábitos de consumo pode ser uma medida eficaz na manutenção dos níveis dos reservatórios. Reduzir o tempo de banho para cinco minutos, por exemplo, ajuda a economizar 90 litros de água. Consertar vazamentos também é muito importante. Uma torneira pingando desperdiça 46 litros de água por dia; e, se o vazamento for maior, em forma de filete, o desperdício pode chegar a 750 litros por dia.
O simples ato de escovar os dentes com a torneira fechada e só abrir para enxaguar a boca pode economizar 16 litros de água. A lavagem de calçadas, outro hábito que acarreta gasto excessivo, é um hábito que pode e deve ser mudado. Uma alternativa é varrer em vez de usar a mangueira, atitude que gera uma economia de, em média, 120 litros de água. E, se for mesmo preciso molhar para retirar a sujeira, a dica é utilizar a água usada na lavagem de roupas para limpar as calçadas.