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Brasília

Coletes podem ter sido vendidos ao invés de remetidos ao Exército Brasileiro

Arquivo Geral

11/03/2010 11h25

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

Agentes da Divisão de Inteligência (Dipo) da Polícia Civil estiveram ontem na cidade do Guará, onde teria ocorrido um leilão público da própria instituição, no qual um lote de coletes à prova de balas, com prazo de validade vencido, teriam sido leiloados. Os policiais queriam ter acesso aos livros de controle do leilão contendo a especificação dos lotes arrematados, valores, e compradores.

Os agentes começaram a investigar as circunstâncias em que o leilão foi realizado e se realmente o lote 397 foi vendido com quatro coletes no valor de R$ 100. De acordo com matéria exclusiva publicada pelo Jornal de Brasília na edição de ontem, os coletes teriam ganhado as ruas após o leilão, podendo ter caído nas mãos de criminosos. Ontem à tarde, o diretor da Dipo, delegado Gilberto Maranhão afirmou que o caso está sendo investigado para apurar a possibilidade de os equipamentos de segurança terem sido vendidos ao invés de remetidos ao Exército Brasileiro. “Estamos checando todas as informações, principalmente da administração do local onde ocorreu o evento. No entanto, a hipótese de os coletes serem da Polícia Civil é remota”, disse.

De acordo com as investigações preliminares, os investigadores apuraram que o último leilão da Polícia Civil ocorreu em maio do ano passado e não existe o registro de qualquer evento da instituição sendo realizado em 12 de dezembro. “Não poderia ter ocorrido o leilão de nenhum bem móvel da Polícia Civil neste evento, principalmente coletes à prova de balas”, explicou o delegado.

Leia mais na edição desta quinta-feira (11) do Jornal de Brasília.

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