Rayane Fernandes
Especial para o Jornal de Brasília
A partir da próxima segunda- feira, todas as cidades do Distrito Federal, inclusive áreas rurais, receberão um sistema integrado de coleta seletiva de resíduos sólidos. O recolhimento, restrito a papel, vidro, plástico e alumínio, será feito pelo Serviço de Limpeza Urbano (SLU) em dias e horários específicos. A coleta convencional, do lixo orgânico, continuará com o itinerário normal. Já a lista com dias e horários dos locais da coleta seletiva será divulgada amanhã.
Atualmente, apenas 3% do lixo do DF, o equivalente a 81 toneladas, é destinado à reciclagem. A intenção é de que, com a coleta seletiva, cerca de 15% do total de resíduos seja reaproveitado. “A meta é audaciosa, pois Curitiba, que tem essa política há 25 anos, reaproveita hoje 21%. Mas isso é uma progressão do DF, junto com a população”, disse o diretor-geral do SLU, Gastão Ramos. Por dia, são produzidas cerca de 2,7 mil toneladas de lixo no DF.
A mudança na política de resíduos sólidos se baseia, basicamente, no fechamento do Lixão da Estrutural, procedimento que vem sendo adiado há anos. O prazo mais recente era o final do ano passado, e agora já passou para o fim deste semestre. “Para que isso ocorra, trabalhamos com três pilares: a construção do primeiro aterro sanitário, a coleta seletiva e a construção de centros de triagem para os catadores”, disse Ramos.
Conforme o sistema de coleta seletiva, o DF foi dividido em quatro lotes, atendidos pelas empresas CGC, Valor Ambiental e Quebec, com um contrato de cinco anos. A licitação para essas contratações foi concluída no final de 2013.
Conscientização
Nesta semana, o trabalho será de divulgação do projeto como forma de conscientizar a população. “Isso vai mudar o comportamento das pessoas. Brasília é uma cidade muito consciente e esclarecida e vai participar da coleta”, acredita o governador Agnelo Queiroz.
Em breve será lançada uma campanha educativa. Entre as ações, está a distribuição de cartilhas, em formato de gibi, sobre o manejo do lixo. “Não adianta colocarmos caminhões modernos nas ruas, organizarmos planos de coleta e construirmos infraestrutura, se não houver parceria com o cidadão. Enquanto o lixo estiver dentro de casa, não podemos fazer nada. Nossa responsabilidade começa quando ele é colocado para fora”, afirmou o diretor do SLU.
