Mariana Laboissière
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O Distrito Federal desperdiça seis mil toneladas de materiais recicláveis todos os meses. Isso equivale a R$ 3 milhões ou a 50 mil cestas básicas. Tomando por base apenas os resíduos sólidos, estatísticas revelam que das 215 mil toneladas produzidas mensalmente no DF, somente 8 mil toneladas são realmente recicladas e ainda: deste total, apenas quatro mil toneladas são processadas pelos 20 mil catadores da região.
No intuito de chamar a atenção da sociedade para esses dados e para a importância no aperfeiçoamento no tratamento do lixo, representantes do Arranjo Produtivo Local dos Resíduos Sólidos do Distrito Federal – composto por organismos envolvidos com o trabalho de reciclagem – desenvolveram a Carta de Brasília.
Por meio do documento, catadores, empresas coletoras, recicladoras e cooperativas do terceiro setor elencaram sete itens que consideram fundamentais para o desenvolvimento desse trabalho. Entre eles está a implantação da coleta seletiva solidária, a criação de uma lei distrital que incentive o consumo de produtos confeccionados com materiais reciclados e incentivos fiscais para as atividades no DF.
“Com a carta, o nosso objetivo foi levar a cadeia produtiva dos recicláveis ao conhecimento da população, porque quando uma pessoa vê um catador na rua, ou catadores no Lixão da Estrutural, não percebe que aquela massa está fazendo um trabalho socioambiental”, explica o presidente da Central de Cooperativas do DF (Centcoop DF), Rônei Alves da Silva. “Estamos unidos em prol da coleta seletiva e entendemos que a ausência disso faz com que o processo de separação pelo catador seja mais degradante”, acrescenta.
Leia mais na edição desta segunda-feira (13) do Jornal de Brasília.