Desde a última quarta-feira (15) passou a ser obrigatória no Distrito Federal a coleta seletiva de lixo em todas as escolas das redes pública e privada. A Lei nº 4.756, sancionada pelo governador Agnelo Queiroz, é de autoria do Poder Legislativo. Prevê que todo material descartável produzido dentro das dependências das unidades de ensino seja separado e, a partir de convênios com empresas de reciclagem, trocado por materiais didáticos.
“Estamos criando uma nova cultura, com outros valores e mudanças sociais. Este é um processo lento, mas que esperamos, aos poucos, conseguir realizar”, afirma a subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação do Distrito Federal Sandra Vita.
Despejo correto – Conforme estabelece a legislação, terão de ser instaladas, em todas as escolas, lixeiras com cores diversificadas para identificar o material a ser despejado. A finalidade é facilitar a identificação dos locais corretos para cada tipo de produto.
Como forma de instruir os alunos, também serão afixados em locais próximos às lixeiras materiais educativos, que possibilitem a identificação do lugar certo para despejo de cada tipo de lixo.
Frutos na comunidade – No DF, algumas escolas já realizam esse trabalho, como é o caso da Escola Classe nº 5 do Cruzeiro Novo. O projeto Lixo que Não é Lixo funciona desde 2008 e conta não apenas com a participação dos alunos e pais como também da comunidade que reside nas imediações.
“No início, os pais não participavam. Agora, a própria comunidade contribui com a campanha, trazendo lixo para que possamos enviar à empresa de reciclagem”, explica a diretora da E.C. nº 5 Luciana de Assis Grazziotti.
Segundo ainda a diretora, a empresa faz o recolhimento a cada 300 kg de lixo recolhido.