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Brasília

Coleta seletiva cresce 70% no DF e bate recorde histórico

Nos últimos cinco anos, o governo investiu aproximadamente R$ 94 milhões no fortalecimento dessas organizações

Redação Jornal de Brasília

31/05/2026 9h41

foto joel rodrigues (86)

Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O Distrito Federal registrou um avanço significativo na coleta seletiva nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, o volume de resíduos encaminhados para reciclagem aumentou cerca de 70%, saltando de 36,3 mil para 61,3 mil toneladas, segundo dados do Governo do Distrito Federal (GDF).

Atualmente, o serviço alcança mais de 90% da população e integra uma estrutura que envolve cooperativas, associações de catadores e unidades de triagem espalhadas por diversas regiões administrativas. Nos últimos cinco anos, o governo investiu aproximadamente R$ 94 milhões no fortalecimento dessas organizações, enquanto a comercialização dos materiais recicláveis movimentou cerca de R$ 180 milhões.

Expansão da estrutura

O crescimento da coleta seletiva foi acompanhado pela ampliação da infraestrutura voltada à limpeza urbana. Entre as medidas adotadas estão a instalação de novos pontos de descarte de resíduos, conhecidos como papa-entulhos, além da distribuição de milhares de lixeiras e papeleiras em áreas públicas do DF.

Segundo o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o fortalecimento dos contratos de coleta seletiva e de triagem também contribuiu para ampliar a capacidade de reaproveitamento dos materiais e gerar oportunidades de trabalho para cooperativas de catadores.

Evolução dos números

Os dados mostram uma trajetória de crescimento contínuo. Em 2021, foram recolhidas pouco mais de 36 mil toneladas de resíduos recicláveis. O volume aumentou para 42,5 mil toneladas em 2022 e ultrapassou 53 mil toneladas em 2023. Em 2024, a coleta seletiva chegou a 58,8 mil toneladas, até alcançar o recorde de 61,3 mil toneladas em 2025.

Apesar do aumento da quantidade coletada, o percentual de materiais efetivamente aproveitados vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2025, cerca de 35,3 mil toneladas foram comercializadas, representando pouco mais da metade de todo o material recolhido.

Desafio ainda está na separação do lixo

Atualmente, o Distrito Federal conta com 15 unidades de recuperação de resíduos, responsáveis pela triagem dos materiais recebidos pela coleta seletiva. Ao todo, dezenas de cooperativas e associações atuam no processo de separação e comercialização dos recicláveis.

O principal obstáculo apontado pelo SLU continua sendo a separação inadequada do lixo nas residências. Grande parte dos materiais chega misturada a resíduos orgânicos ou rejeitos, reduzindo o potencial de reciclagem e aumentando o trabalho das equipes de triagem.

A orientação é que a população faça a separação correta dos resíduos dentro de casa e utilize os equipamentos públicos destinados ao descarte de entulho, móveis e restos de poda. Informações sobre rotas da coleta seletiva e localização dos papa-entulhos podem ser consultadas nos canais oficiais do serviço de limpeza urbana do Distrito Federal.

Com informações da Agência Brasília

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