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Brasília

Coleta de lixo leva risco à saúde da população

Arquivo Geral

19/10/2012 8h49

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

A coleta de lixo no Distrito Federal foi parar mais uma vez na Justiça. Dessa vez não se trata de contratos irregulares e superfaturamentos, mas do bloqueio feito pelos catadores no acesso ao Lixão da Estrutural. Com o fechamento do local, os caminhões não tinham onde colocar o lixo coletado em toda a cidade. O fato obrigou o GDF a decretar situação de emergência, já que havia risco à saúde pública. No final do dia, a Justiça acatou pedido do governo local, determinou o fim do bloqueio e os catadores prometem, hoje, liberar a área.

O motivo de toda essa confusão é a Parceria Público Privada (PPP) que o GDF vai fazer com a iniciativa privada para implementar a nova política de coleta e tratamento de resíduos sólidos na capital federal, uma exigência de lei federal, que inclui a desativação do Lixão e a construção de um novo aterro sanitário em Samambaia. Os catadores temem perder a sua fonte de renda.

Além do Lixão da Estrutural, outras duas áreas destinadas a receber o lixo, em Sobradinho e na Asa Norte, estavam bloqueadas. Não são apenas eles que estão insatisfeitos com a PPP. O medo de terceirização do sistema tira o sono, também, dos servidores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

Os catadores entendem que se houver o fechamento do Lixão, os resíduos sólidos irão ficar espalhados nas ruas, chamando a atenção da população para a questão. “Reconhecemos que o Lixão já não comporta a grande demanda, mas não gostaríamos de não ter  onde ficar. É daqui que tiramos o nosso sustento. Quem nos garante que teremos espaço para todos?”, pergunta  Rafael Mesquita, catador de lixo há dez anos.

Ele argumenta que nada do que foi prometido aos catadores foi cumprido pelo governo.  Ele diz que os catadores que trabalham no local há anos  acabaram ficando desprovidos de qualquer benefício.

Rafael Mesquita lembra que até a promessa de fazer a coleta seletiva em dez galpões  nunca saiu do papel. “Estamos, inclusive lutando pelo direito de garantir a contagem de tempo de prestação de serviço ao Estado. Não temos nenhum apoio, nós mesmos estamos fazemos esse movimento para conquistar o pouco que temos direito”, disse.

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