O clima antes e durante a reunião que expulsou o distrital Rogério Ulysses do PSB-DF foi tenso. O local escolhido para o encontro foi a sede nacional do PSB, na Asa Norte. Vários seguranças vigiaram a entrada do prédio e as dependências internas.
Em nenhum momento a imprensa teve acesso à sala onde ocorreram os debates sobre o caso de Rogério Ulysses. O presidente do PSB-DF, Marcos Dantas, só se dirigiu aos jornalistas ao fim do encontro, quando foi distribuído um comunicado de apenas um parágrafo anunciando a expulsão.
“A Direção Regional do Partido Socialista Brasileiro – PSB/DF, examinou e julgou o processo de natureza ética contra o deputado distrital Rogério Ulysses, citado no inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça – STJ, com beneficiário do esquema do mensalão do governo do Distrito Federal e decidiu pela sua expulsão, nos termos do Relatório emitido pelo Conselho de Ética do Partido”.
Rogério Ulysses foi para o local acompanhado de vários assessores parlamentares. Ele permaneceu do lado de fora da sala até as 16h30, quando foi convocado para apresentar a sua defesa no prazo de 15 minutos. Enquanto esperava, era visível a ansiedade do parlamentar. Quando deixou a sala, após saber da decisão, o distrital falou pouco se mostrando decepcionado e indignado. Deixou o local acompanhado de seu advogado.
“Vou continuar enfrentado o processo até o final”, disse o deputado. Rogério Ulysses é a referência política na cidade de São Sebastião, onde conseguiu a maior parte dos votos para eleger-se. Antes de se tornar parlamentar, ele foi professor da rede pública de ensino.