Priscila Rangel
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Foi-se o tempo em que pagar um plano de saúde era garantia de acesso a atendimento rápido e de qualidade. Pelo menos de maneira geral. Muitos pacientes que contratam serviços de assistência médica privada reclamam da demora. A marcação de consultas pode gerar espera de meses. Usuários denunciam a prática de médicos credenciados que atendem prioritariamente aqueles que pagam a consulta do próprio bolso. No DF, são 743 mil usuários de planos de saúde.
O analista de sistemas Daniel de Paula Porto, 27 anos, por exemplo, teve uma crise renal e precisou consultar um especialista com urgência. Para a surpresa dele, pelo plano de saúde só conseguiria marcar consulta para um mês depois. “Fui informado de que havia vaga antes desse prazo para consulta particular e acabei desembolsando R$ 200. Fui atendido dois dias depois e, em seguida, dei continuidade ao tratamento pelo plano”, relatou.
A questão é que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estuda mudar as regras de reajuste anual dos planos, a partir de 2011. A ideia é estabelecer limites de aumento para convênios com baixo índice de qualidade. Os que se mostrarem mais bem qualificados podem ter direito a reajustes maiores. Segundo o Procon-DF, foram 618 reclamações contra operadoras, no primeiro semestre. As queixas sobre demora no atendimento somam 32.
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