Brasília

CLDF debate a “crise das vacinas”

A falta de vacinas também foi um dos critérios abordados por parlamentares que expuseram discordância sobre a volta às aulas presenciais

Foto: Figueiredo/CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na noite desta quarta-feira (24), uma sessão para tratar sobre a crise das vacinas na capital federal.. Para o deputado Delmasso (Republicanos), “a falta de coordenação do Ministério da Saúde é um desrespeito à população como um todo e aos trabalhadores que sofrem com a falta de empregos”, destacando que esse contingente ultrapassa 400 mil no Distrito Federal.

O parlamentar trouxe a “crise das vacinas” ao debate na sessão da desta quarta-feira (24), realizada por videoconferência.

Delmasso declarou que, apesar de fazer parte de um partido que está na base do governo Bolsonaro, “não pode aceitar que continuem brincando”. Para ele, “o ministro Pazuello precisa ter o mínimo de decência para resolver a questão da compra dos imunizantes”. O distrital lembrou que a Anvisa já aprovou definitivamente a vacina do laboratório Pfizer e o Supremo Tribunal Federal deu o aval para que estados e municípios adquiram os imunizantes diretamente, sem esperar pelo governo federal. Também avaliou que há uma “má condução do ministério na negociação com os fabricantes”.

Vários parlamentares somaram-se à indignação de Delmasso. A deputada Arlete Sampaio (PT) acrescentou que a Pzifer, em julho do ano passado, ofereceu um lote de 70 milhões de doses ao governo brasileiro, que não se interessou em comprá-lo. Na opinião dela, os atos de Bolsonaro e seus ministros são deliberados: “Há consciência na atitude do governo”. A distrital informou ainda a realização, nesta data, de uma jornada de luta dos deputados estaduais que se reuniram com a Comissão de Orçamento, no Congresso Nacional, para evitar cortes nas verbas para as áreas de saúde e educação.

Já o deputado Leandro Grass (Rede) desafiou o governador Ibaneis Rocha a fazer a aquisição direta dos imunizantes, sem esperar pelo Ministério da Saúde. Enquanto Fábio Felix (Psol), observou que o estado de Goiás anunciou o envio de projeto de lei à assembleia legislativa prevendo R$ 60 milhões para a compra de vacinas. A fala dos parlamentares, assim como o discurso de Chico Vigilante (PT), continham críticas a Ibaneis que aventou o fechamento das entradas do Distrito Federal para os moradores de municípios do Entorno, pressionados com o aumento de casos de Covid-19.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vigilante considerou a declaração do governo do DF de “infeliz”. “Em vez desse tipo de bravata, Ibaneis deveria convidar o governador de Goiás e, quem sabe, do Tocantins e Minas Gerais para, juntos, cobrarem mais leitos do Ministério da Saúde”. Grass foi além e usou vários adjetivos para classificar a afirmação: “Irresponsável, autoritária, arrogante e fantasiosa”. Para Felix, Ibaneis “precisa parar de bajular o governo federal e ter coragem para correr atrás da vacina”. Por sua vez, o líder do governo na Casa, deputado Hermeto (MDB) disse não ter dúvida que o GDF fará a aquisição dos imunizantes.

A falta de vacinas também foi um dos critérios abordados por parlamentares que expuseram discordância sobre a volta às aulas presenciais na rede pública de ensino do DF, anunciada para o próximo dia 8. “Já manifestamos que este não é momento adequado para o retorno. O governo não oferece as mínimas condições de segurança à comunidade escolar”, disse Arlete Sampaio, acompanhada por Fábio Felix e João Cardoso (Avante), que informou ainda ter enviado ofício ao GDF solicitando a inclusão de dentistas e seus auxiliares no grupo de prioridades para vacinação. Por outro lado, o deputado Iolando (PSC) lamentou a resposta negativa da Secretaria de Saúde para inserir pessoas com deficiência entre os prioritários.

​​​​​​​Nesta quinta-feira (25) a Câmara Legislativa realiza audiência pública para tratar da volta às aulas na rede pública de ensino

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outras questões da saúde

Os distritais trataram ainda de outras questões do setor de saúde pública com a proximidade da sabatina do indicado pelo governo para assumir a presidência do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), Gilberto Occhi, marcada para a próxima segunda-feira. Foram dirigidas críticas à nomeação “interina” do indicado antes da sua aprovação pela Câmara Legislativa. Mas, conforme o presidente da CLDF, deputado Rafael Prudente (MDB), a legislação que trata do assunto é dúbia quanto à antecedência da arguição. Ele sugeriu que os deputados apresentem uma proposição que esclareça definitivamente a questão, para ser discutida pelo Colégio de Líderes.

As informações são da CLDF

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar