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CLDF aprova mudança de nome da Ponte Costa e Silva para Honestino Guimarães

Votação ainda precisa de um segundo turno. Objetiva homenagear estudante candango desaparecido no período da ditadura

Hylda Cavalcanti
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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, ontem, em primeiro turno, projeto que altera o nome da Ponte Costa e Silva, localizada sobre o Lago Paranoá, para Ponte Honestino Guimarães. A mudança foi tema de audiência pública realizada pela Casa em junho passado, conforme determina lei específica. Honestino Guimarães foi um líder estudantil morto pelo regime militar em 1973. O autor do pedido, deputado Leandro Grass (Rede), destacou que a nomenclatura atual homenageia um símbolo do período obscuro da história do Brasil.

O projeto recebeu 13 votos favoráveis e quatro contrários, dos deputados Delmasso (Republicanos), Martins Machado (Republicanos), Iolando Almeida (PSC) e Reginaldo Sardinha (Avante). “A escolha de Honestino Guimarães para dar nome à ponte acontece porque ele foi um candango, estudou em escolas públicas de Brasília e também na Universidade de Brasília (UnB), e foi um importante nome na defesa de garantias individuais. Posicionou-se contra a ditadura e por isso foi preso diversas vezes, lutou pela dignidade, pela liberdade, e merece ser lembrado”, argumenta o texto da proposta em sua justificativa.

Em 2015, a Câmara Legislativa chegou a aprovar um projeto que mudava a placa para Honestino Guimarães e a medida chegou a ser sancionada pelo então governador Rodrigo Rollemberg. Mas em 2018, após uma ação popular movida pela hoje deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), a Justiça determinou que o nome do presidente militar voltasse a batizar o monumento.

Arthur da Costa e Silva governou o país entre 1967 e 1969 e capitaneou um dos períodos mais duros do regime militar no país. Durante o governo dele foi editado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que institucionalizou a repressão e que dava prerrogativas para o então chefe do Executivo fechar o Congresso Nacional e cassar políticos. Já Honestino foi Dirigente da Ação Popular Marxista-Leninista (APML) durante os anos de chumbo e desapareceu no Rio de Janeiro em 10 de outubro de 1973. Sua família veio para Brasília no período da construção da nova capital, em 1960, e aqui ele começou a atuar no movimento estudantil.

Aprovado novo projeto para idosos no DF

Os deputados distritais também aprovaram projeto que cria o programa intitulado
“Um Lar para os Idosos” e inclui o apadrinhamento afetivo das pessoas de terceira idade na lei que trata da Política Distrital do Idoso (Lei nº 3.822/2006). Proposto pelo deputado Eduardo Pedrosa (PTC), o texto foi apreciado em primeiro turno, necessitando passar por uma segunda votação em plenário.

O programa tem como objetivos permitir o acolhimento e o apadrinhamento social, nos finais de semana, feriados e datas comemorativas, daqueles que vivem em instituições de amparo; bem como possibilitar a convivência fora da entidade onde residem, proporcionando-lhes amor, afeto, atenção, carinho e cuidados com a saúde. Segundo Pedrosa, iniciativas desse tipo já foram implementadas, por meio de leis estaduais, no Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Roraima.

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