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Brasília

Classificação de Risco torna atendimento mais ágil nos hospitais

Arquivo Geral

23/08/2012 13h24

O atendimento à população na rede pública de saúde está passando por mudanças. Com as alterações, espera-se deixar o serviço mais ágil e humano. Mais de 70% dos hospitais da Rede Pública do Distrito Federal já conta com o sistema de Classificação de Risco em suas Emergências. A afirmação é do subsecretário de Programação e Regulação, Avaliação e Controle, Lucas Cardoso Veras, para quem “o sistema identifica e prioriza os casos mais urgentes. Cabe à população mudar seus hábitos para que o novo modo de atendimento seja implantado com sucesso. A meta é implantar o sistema da Classificação de Risco em todos os hospitais da rede pública de saúde do Distrito Federal”, explica.

A rede está preparada para atender pacientes em qualquer situação, de acordo com Veras. “A maior dificuldade, no entanto, é orientar a população a dirigir-se ao local correto, que possa atender da melhor maneira, de acordo com as especialidades”, afirma. Dados apontam que entre 70 e 80% das pessoas que estão nos prontos-socorros não deveriam estar lá. “Provavelmente os casos poderiam ter sido resolvidos em Centros de Saúde, de forma mais acessível e com menor tempo de espera”, aponta o subsecretário.

“Um grande engano por parte dos pacientes que procura a saúde, consiste em que apenas hospitais resolvam os problemas de pessoas enfermas. Casos em que a urgência seja de baixa complexidade devem ser tratados nos Centros de Saúde ou nas UPA’s. Os hospitais devem ser acionados em situações graves. Se possível, deve-se levar em conta ainda a especialidade do local no momento do deslocamento”, disse. O Hospital Regional da Asa Norte, por exemplo, tem como especialidade o tratamento de queimaduras, já o Hospital de Base é referência em situações que envolvam traumas, o HMIB em recém-nascidos, completou Veras.

Segundo o subsecretário, o novo método não leva em conta apenas o direcionamento correto das pessoas, ele vai muito além. Segundo ele, o acolhimento dos pacientes, com maior humanização, é o foco. Veras explica que ao chegar no hospital, o cidadão será classificado de acordo com a urgência do caso.

“Situações críticas, mais graves, são classificadas com a cor vermelha, em que o atendimento é realizado imediatamente. O cidadão classificado na cor amarela deve ser atendido em até 30 minutos. As cores verde e azul são usadas em casos de menos complexidade. Os pacientes classificados desta forma serão direcionados para um Centro de Saúde, que oferecem atendimento de qualidade para casos menos complicados. Pacientes classificados nas cores verde e azul, em que os casos são menos urgentes, reclamam da demora no atendimento na Emergência dos hospitais, isso é ocasionado pela urgência no atendimento de outros casos, mais graves, que tem de ser atendidos imediatamente. Pessoas com problemas menos graves devem-se dirigir ao Centro de Saúde mais próximo, e não aos Hospitais”, explica.

Lucas Veras esclarece que a população deve percorrer o caminho correto ao buscar atendimento na Rede Pública. Em casos de problemas que não são urgentes, como surgimento de manchas ou dor de cabeça, diarreia, febre alta ou vômito, deve-se procurar o Centro de Saúde. Em situações graves, com problemas de urgência como fraturas, desmaios ou sangramentos, o atendimento pode ser realizado em qualquer hospital. Casos de extrema urgência como acidentes de trânsito, vítimas de armas de fogo ou AVC devem ser tratados no hospital que seja referência no tema. Nos casos críticos, os pacientes devem ser levados ao hospital mais próximo, para posteriormente serem encaminhados ao hospital referência no assunto.

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