A Unidade de Cirurgia Geral do Hospital de Base do DF conseguiu dar uma nova expectativa aos pacientes com câncer, que dependem de cirurgia como tratamento para a doença. Na primeira semana de julho, a unidade conseguiu eliminar a demanda reprimida de pedidos para a cirurgia e delineou uma rotina de atendimento a fim de manter efetivo controle sobre as novas solicitações do procedimento.
“Encontramos uma lista de espera com 80 pacientes aguardando pela marcação da cirurgia. Demos início, então, a reavaliação dos casos definindo quais, efetivamente, seriam para o procedimento no Centro Cirúrgico com assistência de anestesista. Desses, 36 foram executados (30 no HBDF e seis no Hospital Universitário de Brasília – HUB)”, contou o chefe da unidade, o cirurgião oncologista Gustavo de Castro Gouveia.
De acordo com ele, atualmente dez pacientes aguardam agendamento para o mês de agosto. “São casos recentes que não integravam a demanda anterior”, explica. Gustavo esclareceu que os demais pacientes da lista existente, que não foram operados, receberam indicação para outros tratamentos mais adequados aos casos.
Além de pôr fim aos pedidos remanescentes, o chefe da UCG do HBDF disse que foram adotados novos critérios para inclusão de pacientes na relação para cirurgias, como a data do pedido e avaliação de risco.
Segundo Gustavo, um dos problemas enfrentados pela unidade, no caso específico dos pacientes com câncer, é que dos 29 cirurgiões lotados na UCG apenas três são especialistas em oncologia. “Já obtivemos o compromisso da Subsecretaria de Atenção à Saúde para a contratação de outros quatro profissionais especialistas”, adianta o chefe da unidade.
Outra novidade, segundo Gustavo, é que a unidade passou a fazer o acesso vascular para quimioterapia, com a colocação de aparelho pelo qual o paciente passa a receber o tratamento.