Camilla Sanches
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Cerca de 50 famílias continuam nas casas populares construídas na Vila Estrutural apesar de, na última quinta-feira (21), a Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal ter determinado a desocupação das 316 residências ocupadas irregularmente.
Os invasores vivem, principalmente, de atividades ligadas ao aterro sanitário ou, como é popularmente conhecido, o lixão da Estrutural.
A liminar deferida veio acatar pedido do GDF, apresentado no dia anterior pelo procurador-geral do Distrito Federal, Rogério Leite Chaves. “As casas estão abandonadas há mais de um ano. Só ocupamos porque precisávamos de um lugar para morar e elas estavam vazias enquanto nós, que também temos direito, pagávamos aluguel sem ter condições”, observou uma das ocupantes, Lucirene Sousa Santos, de 25 anos, que divide a residência com o marido e o filho.
“A gente não está aqui à toa. Elas estavam prontas e vazias. Só viemos para cá porque não tínhamos para onde ir e, também, para evitar que vândalos as invadissem para usar drogas ou roubar as portas e janelas, como estava sendo feito antes de entrarmos aqui”, acrescentou.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional, a ocupação acontece há apenas uma semana, desde o último sábado, mas alguns moradores, no entanto, afirmam que estão ali há mais de três meses.
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