Lucas Dutra
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Em um 2012 sob o decreto dos míticos maias como o final dos tempos, o Planeta Terra tem sido sacudido por catástrofes e particularidades que poderiam espantar dogmáticos e, até mesmo, os mais céticos. A supertempestade Sandy assolou parte da costa leste da América do Norte na última semana; a presença frequente e agora mais devastadora de terremotos no Japão; os alertas de tsunamis em 28 países, após tremores de magnitude 8,6 e 8,2, assustarem a Sumatra em abril. No Brasil, o clima enlouquecido culminou em tragédias pela seca e pelas chuvas. Mesmo diante destes fatos, líderes religiosos, místicos e especialistas mantêm uma opinião: o mundo não vai acabar.
De acordo com o historicamente conhecido e preciso calendário maia, o último suspiro da Terra está marcado para o dia 21 de dezembro de 2012. Entre as teorias apontadas por historiadores, no solstício de inverno um evento místico, ocasionado pelo encontro entre Bahlam Ajaw, que governou Tortuguero (México) em meados do século VII, e Bolon Yokté, deus maia, seria responsável pela profecia. A proximidade da data tem causado curiosidades e influenciado páginas na internet, séries televisivas e aventuras cinematográficas.
Nos cinema-catástrofe, tsunamis com extensões quilométricas e de centenas de metros de altura invadem megalópoles, abalos sísmicos recordes engolem tudo e todos e tempestades de granizo com pedras do tamanho de bolas boliche revelam o caos inescapável. Na vida real, meteorologistas e cientistas descartam estas insanidades.
Segundo o chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Cavalcanti, não há o que temer. “Afirmo que não pode haver uma mudança brusca no clima, a não ser que uma pessoa tenha o poder de mudar o eixo Norte-Sul da Terra ou a órbita da Lua. Quanto à climatologia, não há nada que afirme o fim do mundo”, garantiu. Além disso, a aparelhagem do Inmet não prevê nada de anormal para o próximo 21 de dezembro.
A cartomante Esmeralda Luiz, conhecida profissionalmente como Dona Esmeralda, também informou que os sete bilhões de habitantes do mundo não têm com o que se preocupar. “O que está na Bíblia é a verdade. Tem apocalipse? Tem, mas quando Deus quiser, e não os maias quiserem. Cartas e búzios não preveem nada. Não peçam demissão, não façam dívidas e não se separem, que no dia seguinte vai ter que pagar tudo isso”, concluiu.