Ana Paula Andreolla
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Considerada por alguns agricultores como uma das piores estiagens dos últimos 15 anos, a seca deste ano está prejudicando bastante algumas comunidades agrícolas e até o meio ambiente no Distrito Federal. No Núcleo Rural Taquara, em Planaltina, os 400 usuários da Bacia de Pipiripau se comprometeram a reduzir o uso da água em 20%, por determinação da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa), após uma tensa reunião que durou mais de três horas. Mesmo com a determinação do racionamento, o chefe de Fiscalização da Adasa, Roger de Sousa, afirma que a bacia ainda corre risco de desaparecer e que o racionamento pode vir a atingir áreas urbanas, como Sobradinho e Planaltina.
Segundo o chefe de Fiscalização, a seca e o uso da água, principalmente por parte das 96 chácaras de produtores rurais presentes no local, pode fazer com que essa bacia seja extinta. “A água reduz e é retirado mais do que chega na bacia. O nível está muito baixo e a situação é tão crítica que não sabemos se é reversível. O nível atual já coloca em risco a vida de peixes que vivem na bacia e, se for extinta, além de prejudicar a fauna local, os próprios moradores terão de se deslocar”, adianta Roger de Sousa.
A Adasa esperava uma vazão de 600 litros de água por segundo da Bacia de Pipiripau no mês de setembro, no entanto, a vazão observada está muito abaixo do esperado, com apenas 475 litros por segundo.
Mesmo diante de tal urgência, Roger de Sousa relatou que chegar ao acordo do racionamento de 20% foi bastante difícil e demorado. “Por ser uma área rural, há muita atividade agrícola e os produtores alegaram que sem água o número de verduras produzidas irá diminuir e muitas famílias serão prejudicadas. No entanto, não há outra alternativa, senão uma solução radical para essa situação”, informou.
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