A oito minutos do ParkShopping, metrô e hipermercados, dez do Aeroporto Internacional de Brasília e a 15 da Esplanada dos Ministérios, é onde está a Cidade do Servidor. Apesar de todas as promessas feitas em um grande outdoor, a licitação foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e não há previsão para que seja realizada. A suspensão ocorreu porque ela se restringia apenas a servidores do Governo do Distrito Federal, e deveria ser ampliada a outros servidores, segundo o Tribunal de Contas do DF.
A assessoria de comunicação do TCDF destaca que a Lei das Licitações (8.666, de 1993) é clara ao determinar que nenhuma licitação pode ser dirigida, e que deve ser o mais abrangente possível. Explica que caso fosse permitida a construção da cidade com venda exclusiva somente a funcionários do GDF, porque não incluir também os garis, por exemplo.
O que o TCDF pede agora que a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) apresente argumentos jurídicos para provar que a Cidade do Servidor pode ser feita. A assessoria de imprensa ressalta que o Tribunal quer que a companhia demonstre que não está contrariando a lei.
A Terracap se defende, por meio da assessoria de comunicação, argumentando que aguardam as decisões. Destaca, também, que a lei permite atender programas sociais do governo, e por isso também, podem atender servidores públicos do GDF. Salienta ainda que a assessoria jurídica está trabalhando nos argumentos para enviar ao TCDF, de que as terras da Cidade do Servidor são de caráter social.
Existem restrições também quanto a quem pode participar. Está definido que poderão adquirir seu imóvel os funcionários que até hoje moram de aluguel, não tenham outro imóvel, estão há mais de dez anos no serviço, e não podem comprometer mais que 30% de seu salário. De acordo com a Terracap, a cidade será feita para atender aqueles que necessitam e para servidores que vieram de outras cidades.