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Brasília

Ciclovia foi entregue, mas moradores cobram acabamento

Arquivo Geral

14/03/2015 7h30

Após muita espera e uma reportagem do Jornal de Brasília,  uma ciclovia iniciada no fim do ano passado foi entregue aos moradores  da Quadra 1  do Riacho Fundo I. O resultado, porém, não é unanimidade entre os que residem no local. A falta de sinalização e de acabamento da pista é o  principal alvo  de críticas. De acordo com a administração regional,  os serviços de limpeza, acabamento e sinalização já foram solicitados, mas não há previsão de quando serão realizados.

Dada como concluída na semana passada, a ciclovia, que, por enquanto, só conta com uma faixa de asfalto, não agradou muitos moradores. “Antes não havia nada, apenas   acúmulo de lixo. Eu utilizo a ciclovia, mas acredito que ainda precisa de um acabamento. A impressão que tenho é de que ela não foi terminada”, observa Pedro Felipe Alencar, 27 anos, desempregado.

“Grande bagunça”

Já o policial militar William Waack, de 51 anos, não gostou nada da ciclovia. “Eles mataram um trecho verde para entregar uma obra que não está nada boa. A sensação que tenho quando vejo essa ciclovia é de que fizeram uma grande bagunça”, reclama. 

Waack ainda aponta outros problemas: “Com a guia rebaixada em alguns pontos, a ciclovia e o canteiro se tornaram rota de fuga para os que querem driblar blitz na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). Os carros acabam passando por cima da ciclovia. Se isso se mantiver, antes do fim do ano a obra já estará gravemente comprometida”. 

O casal José Geraldo Ferreira, fiscal de 61 anos, e a aposentada Francisca Alves da Silva,   71, concorda  com o militar e acrescenta  pontos que acreditam que necessitam de mudanças. “Essas calçadas inacabadas são um perigo para nós, idosos. De fato, está muito melhor do que quando não tinha nada. Acredito que, já que fizeram a obra colocando a pista, é questão de tempo para que realizem o acabamento ideal”, analisa o fiscal.

Insatisfação

O motoboy Diones Pereira,   25 anos,  se diz insatisfeito com o resultado da ciclovia e explica os motivos: “Essa obra demorou demais para ser entregue. E, quando a concluíram, deixaram desta forma. Itens como o acabamento mais adequado, falta de sinalização e uma limpeza já deveriam ter sido feitos”.

Possível desperdício de verba

Assim como o policial militar William Waack, o motoboy  Diones Pereira vê como um grande problema o fato de os carros passarem pela ciclovia, fugindo de bloqueios na EPNB. “Esse tipo de coisa vai prejudicar  a qualidade do asfalto. Eles terão que fazer outras obras, que vão demorar ainda mais, gastando mais dinheiro. Essa intervenção deve ser feita logo”, defende.
 
Diones, que também usa bicicleta para se locomover, ressalta que atualmente a pista não está sendo aproveitada   como deveria. “Apesar da grande quantidade de ciclistas   no Riacho Fundo, vejo poucos nessa via. A ciclovia se tornou uma pista de caminhada e para crianças se divertirem, mas para ciclistas de fato ainda não está da forma ideal, acredito que pelos desníveis e pelo acúmulo de sujeira e de terra”, observou.
O motoboy ainda questionou a extensão da ciclovia. “Ela não liga essa quadra a nenhuma outra”, afirmou.
 
Providências
 
O administrador do Riacho Fundo, Irany Domingos Gomes, informou que órgãos como Detran, Novacap e SLU já foram requisitados, por meio de ofícios, para    serviços como sinalização e limpeza. Sobre a questão dos carros, ele informou   estar ciente do assunto. “Pretendemos colocar tartarugas ali para que os carros não passem mais e não danifiquem a pista”, informou. 
 
 “Nós sabemos da necessidade do acabamento, mas, em um período de chuvas como este, é mais difícil de realizar esses acertos. Vamos esperar para que o tempo colabore para que façamos as intervenções de maneira efetiva, para que não se gaste recursos e materiais em vão”, destacou Irany. 
Um  projeto de expansão da ciclovia pode ser executado no segundo semestre deste ano.
 
 

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