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Brasília

Ciclo de palestras comemora Dia Nacional da Adoção

Arquivo Geral

26/05/2009 0h00

“Muitas coisas de que precisamos podem esperar. A criança não pode. Para ela não podemos responder amanhã. Seu nome é hoje.” A frase da poeta chilena Gabriela Mistral define bem o trabalho de juízes, hospital promotores, buy information pills defensores públicos, assistentes sociais e psicólogos que atuam na área de adoção. Precisamos garantir que, no processo, o foco esteja sempre no destino das crianças”, afirmou o juiz Renato Rodovalho, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude (1ª VIJ) do Distrito Federal. Em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, a AMB e a 1ª VIJ promoveram na manhã do dia 25/05 o Ciclo de Palestras sobre Adoção, do qual participou, na abertura, o vice-presidente da para Assuntos da Infância e da Juventude da AMB, Francisco Oliveira Neto.


Ao comentar os números do levantamento divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça a partir das informações colhidas por meio do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), o vice-presidente da AMB destacou a importância de, pela primeira vez, existirem dados concretos sobre a realidade da adoção no País. “O cadastro é uma realidade, não trabalhamos mais com estimativas. Agora, é possível detectar as nossas principais dificuldades e buscar os meios para superá-las”, observou Francisco, que integra o Comitê Gestor do CNA.


Além dos magistrados, palestraram no evento os psicólogos Flávio Lobo e Soraya Pereira; a supervisora substituta da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª VIJ, Niva Campos; a representante da Secretaria Executiva da Comissão Distrital Judiciária de Adoção, Thaís Botelho; o supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª VIJ, Walter Gomes; o procurador de Justiça do MPDFT José Firmo Reis Soub e o defensor público Ricardo Batista Sousa.


Cadastro Nacional de Adoção


A maioria dos tribunais estaduais está enviando regularmente os dados de seus estados ao CNA, o que tem facilitado a busca de pretendentes e reduzido o prazo no processo. Atualmente, estão cadastradas no CNA 2.585 crianças aptas a serem adotadas para 17.985 pais em busca de um filho.


Pelo último balanço do CNA, São Paulo é o estado que possui o maior número de crianças cadastradas. São 5.863 pretendentes para 1.102 crianças que aguardam adoção. O segundo estado é o Paraná, com 3.154 pretendes para 296 crianças, em terceiro está Minas Gerais com 2.341 pretendentes para 254 crianças. Já o Distrito Federal é a unidade da federação onde a relação é mais equilibrada: são 182 crianças aptas à adoção para 414 pretendentes.


O Cadastro Nacional de Adoção foi lançado há um ano para ser um instrumento para facilitar as adoções. Por meio do cadastro, há possibilidade de os juízes terem informações de outras varas da Infância e Juventude e ampliar as chances de adoção entre comarcas e estado.

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