Fábio Magalhães
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As chuvas de janeiro demoraram para se intensificar, mas chegaram de vez. Ontem, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuvas ultrapassou a média esperada para o mês, que é de 247,8 milímetros, e alcançou a marca de 296,6 milímetros. Este saldo corresponde, até o momento, a 19,7% de chuvas acima da média. Com tanta água, os transtornos foram inevitáveis.
Nas ruas, devido à pista molhada, os acidentes de trânsito tornam-se mais frequentes e causam enorme lentidão no tráfego das principais vias. Além dessas ocorrências, foi registrada a queda de uma árvore na 109 Sul, que ocupou parte da pista e precisou ser cortada pelo Corpo de Bombeiros. Já na Fercal, o desmoronamento de uma ponte e o elevado nível da água causaram problemas para os moradores, que também tiveram as casas alagadas.
Moradora da Fercal há 25 anos, Débora dos Santos denuncia que não é a primeira vez que o nível da água sobe. “A ponte já havia caído, e a administração arrumou. Pela manhã, saí para trabalhar, passei pela ponte e a água estava alta. Quando voltei, já tinha desmoronado”, reclama.
Maria Aparecida da Costa, que reside a 50 metros da ponte, reclama que o problema é recorrente. “No ano passado, o administrador disse que o material da ponte ele daria, mas a mão de obra tinha que ser dos moradores, de no mínimo oito homens, porque o governo não tinha dinheiro para pagar”, contou a dona de casa.
Revolta
Revoltados, moradores protestaram com a notícia da Administração Regional da Fercal, de que deveriam ajudar na reconstrução da ponte. Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, o administrador regional Alexandre Yanez não foi localizado. Segundo assessores, “ele está inacessível, procurando solução para os problemas”. A Defesa Civil isolou a área para evitar a ocorrência de acidentes. Além da Fercal, cidades como Vicente Pires também enfrentaram os velhos problemas que se repetem a cada época de chuvas.