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Brasília

Chuva da sexta deixa ruas alagadas e árvores no chão

Arquivo Geral

06/12/2014 9h35

Carla Rodrigues

carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

Alagamentos, engarrafamentos e árvores caídas por toda a parte. Este era o cenário do Plano Piloto depois da forte chuva na tarde de ontem. Nas principais vias do DF, o trânsito ficou completamente parado devido a inundações. Além disso, pelo menos cinco carros foram atingidos por galhos e troncos na Asa Sul. O Corpo de Bombeiros precisou de reforços para atender aos chamados na região e a Novacap também ajudou a conter os estragos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ventos chegaram a 50 km/h.

 Na 713/913 Sul, dois veículos foram atingidos por uma árvore. O taxista Sebastião José de Freitas, 61, contou que foram minutos de desespero dentro do carro. “Eu havia acabado de deixar uma cliente no Hran e resolvi voltar por aqui por causa do fluxo. O vento estava muito forte. Então, parei querendo esperar a chuva passar. Quando fiz isso, os galhos começaram a cair. Tentei sair e a porta não abria. Pulei para o banco de trás”, relatou. 

 O taxista disse que pediu ajuda aos bombeiros para saber onde deve registrar ocorrência, já que a parte da frente do veículo ficou completamente amassada. “Alguém vai ter que pagar por isso e não sou eu. Imagino que o GDF deve pagar. Se não é ele, pode ser a Novacap. Isso não teria acontecido se as árvores fossem podadas”, diz.

Prejuízo

 Até quem não é de Brasília teve prejuízos com o temporal. O construtor José Raimundo Pereira, 65, também teve o carro atingido pelas árvores que caíram na quadra. Natural de Palmas, ele está de passagem pela cidade e foi ao local apenas para visitar a filha. “Eu tinha acabado de estacionar aqui. Saí para buscar minha mulher na casa da minha filha. Quando subi, começou a chover forte e decidimos esperar”, relatou.

 Em frente à Universidade Paulista (Unip), na 913 Sul, uma aluna observava os bombeiros retirarem os galhos de cima do carro do namorado, que fazia prova na instituição. “Nem sabemos  quem paga por isso. Registramos tudo para ver se é a faculdade ou o governo”, ressaltou a jovem Loriane Pires Ferreira, de 19 anos.

Caos exige reforço

 
Na tesourinha da 215 Sul, uma fila de carros se formou devido ao alagamento no local. Na 114 Sul, mais estragos e veículos atingidos. Já na Quadra 311, um carro que ficou coberto por galhos de árvores e teve o teto amassado. Curiosos paravam a todo o momento para observar a cena. Algumas árvores também caíram em cima de muros e chegaram a derrubar postes.

 “Hoje foi realmente atípico. Nunca vimos tantas árvores caídas. Tanto é que foram necessários reforços para ajudar a equipe da Asa Sul”, disse o sargento Eunes Oliveira, do Corpo de Bombeiros do DF. 

Procurada pela reportagem do JBr., a Novacap não atendeu as ligações. Porém, a companhia afirma no site oficial que a manutenção da arborização segue “uma política de intervenção mínima, baseada no Decreto 14.783 de 1993, que dispõe sobre o tombamento de espécies arbóreas-arbustivas”. Por isso, completa, “os serviços de poda, em área pública, são realizados após a vistoria de um engenheiro florestal, mediante a solicitação da comunidade, que é a principal fiscal de campo”. 

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