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Brasília

Choveu… lá se vai a energia elétrica

Arquivo Geral

25/09/2012 7h43

Johnny Braga
redacao@jornaldebrasilia.com.br

O brasiliense já está acostumado com os constantes apagões ocoridos nos últimos anos. O problema lidera os índices de reclamações na Companhia Energética de Brasília (CEB). Foram mais de mil reclamações contra a empresa que chegaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no ano passado. As queixas, em sua maioria, foram pedidos de ressarcimento de danos elétricos, seguidas por ligação e interrupção no fornecimento.

No período chuvoso, a situação fica pior. As frequentes quedas de energia, que tanto incomodam o brasiliense, são explicada como reflexo, segundo a CEB, do baixo investimento nos últimos anos. Um investimento da ordem de R$ 164 milhões, para este ano, promete reduzir os casos de problemas na rede. A empresa pretende, em curto prazo, reduzir o número de problemas.

No ano passado, o brasiliense ficou em média 15,68 horas/ano sem luz, índice considerado superior ao considerado aceitável pela Aneel, que para o período era de 12,92/ano horas. A previsão que a Companhia projeta para 2014 é que os problemas com a rede deverão estar bem abaixo do registrado hoje.

Segundo a empresa, o investimento agrega obras nas linhas de distribuição da rede de alta e baixa tensão e nas subestações. Os investimentos preveem ainda a ampliação da subestação de Águas Claras, no valor de R$ 5 milhões; Construção da subestação do Riacho Fundo, custando R$ 13 milhões e beneficiando também as regiões do Núcleo Bandeirante e ADE de Águas Claras.

“O patamar de investimentos da CEB nos últimos anos foram baixos e insuficientes para modernizar a rede. Agora, com um investimento maior, previsto para os próximos anos, o problema vai se reduzir consideravelmente. Até 2014, o que se espera é que a realidade seja diferente”, afirma Manoel Clementino, diretor de Operações da CEB.

Consumidores descrentes
A concessionária de Brasília é a sétima pior em um dos rankings nacionais, segundo a Aneel, quando o fator pesquisado é a continuidade do serviço. Em outro, que avalia o desempenho das empresas, a CEB ficou em 27º lugar  das 33 empresas avaliadas. O ranking foi calculado a partir de indicadores de qualidade na prestação de serviços entre janeiro e dezembro de 2011. No ano passado, foram registradas 110 mil reclamações dos serviços prestados pela CEB.

A dona de casa e moradora de Águas Claras Sílvia Souza, 49 anos, afirma que não há como estar satisfeita com o serviço prestado pela CEB. “Aqui o problema não é em um período específico. Não acredito em soluções a curto prazo. Já tivemos várias promessas, mas o cumprimento delas que é bom, não vemos”, reclama.

Outro consumidor que critica a qualidade dos serviços prestados pela CEB é o aposentado Ari Amaral, 60 anos. Ele considera preocupante a quantidade de apagões no DF, principalmente em Águas Claras, onde mora há menos de um ano e diz que, quando chove, o que já não é bom fica pior. “Para quem precisa de elevador e não ter energia para utilizá-lo ou luz para as escadas é preocupante. Já tive que subir 14 andares de escada no escuro. É um absurdo!”, protesta o aposentado.

Mesmo assim, os serviços foram reajustados em 1,54%  a partir deste mês.

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