< !--StartFragment -- >Uma farsa da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 veio à tona nesta terça-feira. De acordo com notícia divulgada pela imprensa chinesa, a garotinha que cantou a Ode à Pátria durante o evento apenas interpretou a música. Na verdade, a cantora ‘original’ foi considerada muito feia para representar o país perante o mundo.
“Queríamos passar uma imagem perfeita e pensamos no que seria melhor para a nação”, desconversou Chen Qigang, diretor musical do cerimonial de abertura dos Jogos. “Era uma questão de interesse nacional. Toda a equipe concordou”, defendeu-se.
O ato de mau gosto fez com que a cantora que se apresentou no Estádio Ninho de Pássaro foi Lin Miaoke, de nove anos, que apareceu para o mundo inteiro apenas fazendo um playback da música original. A voz da gravação, no entanto, pertencia a Yang Peiyi – uma menina gorducha, de cara fechada e com os dentes tortos.
Qigang, no entanto, tentou suavizar as críticas à ‘feiúra’ de Yang Peiyi. “A criança que apareceria diante das câmeras tinha que ter expressividade. A Lin é excelente para isso, mas a Yang tinha a voz perfeita”, suavizou, mas logo em seguida se contradisse.
“A Yang cantou nos ensaios, mas achamos que além de ela não ter uma boa imagem, ainda era velha demais”, lembrou, embora Lin Miaoke seja dois anos mais velha do que a cantora original.
“Acho que fomos justos com as duas meninas e ainda juntamos uma voz perfeita a uma imagem perfeita. E, além disso, ainda tivemos um show incrível”, concluiu.
Essa não é a primeira vez que a sede dos Jogos Olímpicos ‘maquia’ a realidade interna do país durante os Jogos. Durante a própria Cerimônia de Abertura, os organizadores não incluíram nas apresentações que contavam a história da China temas controversos na história do país.
Um dos exemplos ‘excluídos’ é o governo Mao Tse-Tung, ex-ditador chinês que promoveu a Revolução Cultural nas décadas de 1960 e 1980 em uma guerra que causou um número altíssimo de mortos – não se sabe o número oficial de mortos, já que o atual governo não permite investigações no assunto.