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Brasília

Chega ao fim greve dos professores da UnB

Arquivo Geral

17/08/2012 17h30

Após votação em assembleia que aconteceu na tarde desta sexta-feira (17), os professores em greve da Universidade de Brasília (UnB) decidiram encerrar  a greve que durava 89 dias. Foram 130 votos a favor, 115 contra e 3 abstenções.

 

Segundo a assessoria da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUNB),  as aulas voltarão ao normal na segunda-feira (20). De acordo com eles o alunos da universade pararam de estudar na metade do primeiro semestre e devem dar continuidade a esse semestre perdido a partir de segunda-feira.

 

” A intenção é que os alunos não tenham férias em janeiro e fevereiro, mas que emende o primeiro semestre no segundo”, informou a assessoria. Os professores devem se reunir na próxima semana para discutir o calendário de aulas.

 

De acordo com a assessoria os professores aceitaram a última proposta  apresentada pelo governo. A proposta apresentada pelo governo prevê reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes, aplicados de forma parcelada até 2015. A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), uma das entidades que representam os docentes das universidades federais, aceitou o acordo com o governo.

 

 

Entretanto, a maior delas, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), entregou carta ontem à presidenta Dilma Rousseff pedindo a reabertura das negociações. De acordo com o Andes, o reajuste proposto atinge a categoria de forma desigual, causando distorções na carreira.

 

 

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) reafirmou que as negociações com os sindicatos dos docentes estão encerradas e que não há hipótese de rever o critério da titulação na progressão – professores doutores e com dedicação exclusiva tiveram o maior reajuste. “As tabelas apresentadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão deixam claro que o governo federal buscou, principalmente, valorizar a titulação e a dedicação exclusiva”, diz o MEC.

 

 

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