Elaine Siqueira
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Diagnosticado com cálculo biliar – também conhecido como pedra na vesícula –, o autônomo Antônio Carlos, de 57 anos, está comprometida há exatos 31 dias por falta de materiais hospitalares necessários para a conclusão de um exame no Hospital de Base. O exame é fundamental para a definição de como será feita a cirurgia de vesícula, que o autônomo necessita. Como se não bastasse, as ecografias recentes revelam que ele também está com pedras nos rins.
E não é só: Antônio Carlos, assim como outras cerca de quase quatro mil pessoas, vai ter de esperar na fila do Hospital de Base para conseguir fazer a cirurgia na vesícula. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal espera diminuir a fila de espera com a inclusão desses pacientes em mutirões.
Enquanto isso, o autônomo continua sua peregrinação lutando para recuperar a saúde. Agora, a família descobriu que ele precisa com urgência de um exame chamado Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE). Isso porque, recentemente, foi detectado em um dos laudos que os cálculos existentes na vesícula, também foram localizados em um canal chamado colédoco, causando infecção. O colédoco é um canal existente no fígado, cuja principal função é ser a via de eliminação biliar, formado pelo canal cístico e pelo canal hepático, terminando no intestino.
Diante da situação, a família de Antônio recorreu à Defensoria Pública e, há duas semanas, aguarda o resultado que poderá obrigar a Secretaria de Saúde a custear o material para o exame, seja em hospital público ou privado. “Estamos correndo contra o tempo. Quando meu esposo tem as crises, mal podemos segurá-lo, é uma dor muito forte, ele fica se debatendo”, conta a mulher, Ana Maria Marques. Ela explica que os médicos e os aparelhos já estão disponíveis para o exame e cirurgia de Antônio. Os materiais necessários para o procedimento médico estão avaliados em R$ 15 mil.
Com fortes dores abdominais, febres e calafrios, Antônio, se encontra hospitalizado e vem sendo monitorado e medicado para que consiga suportar as dores frequentes.
Em uma batalha diária, o autônomo já perdeu dez quilos e pode apresentar outras complicações devido a seu estado clínico, caso não consiga ser operado imediatamente. Segundo o médico Ronaldo Cuenca, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, a situação de Antônio não pode ser resolvida com apenas um tratamento definitivo. “Como ele também tem pedras nos rins, é necessário tratar um caso por vez”, explicou o especialista.