Fabiana Mendes
fabiana.mendes@jornaldebrasilia.com.br
Engarrafamento, corre corre, nervosismo e estresse. Não estamos falando de obras nas rodovias do Distrito Federal. O assunto é o primeiro dia do vestibular da Universidade de Brasília (UnB). Dos 21 mil candidatos inscritos 12,3% não fizeram o exame.
Vários foram os motivos do índice de abstenção. Alguns esqueceram documentos, erraram o local onde fariam a prova, desistiram e o pior, alguns se atrasaram. Em meio à grande emoção do momento, as lágrimas da estudante Jahine Samara, 17 anos, desciam pelo rosto. Além de estar em um dia extremamente importante de sua vida, a brasiliense, que chegou 20 minutos antes do início da prova, esqueceu seu documento de identificação com foto, exigido pelo Cespe/UnB e foi barrada na sala em que faria a prova.
“Trouxe a caneta preta, o comprovante de inscrição, mas não sei por que esqueci o meu documento. Liguei para o meu irmão, e ele está trazendo”, disse olhando atenta ao redor. Não deu tempo. Os portões fecharam exatamente às 13h10m e Jahine ficou desolada, do lado de fora. O curso escolhido neste, que seria seu primeiro vestibular, era Sociologia. “Estou muito triste e agora não sei o que fazer. Meu sentimento é apenas de tristeza”, assume. A estudante ainda cursa o 3º ano do Ensino Médio e conta que estava com grande expectativa de ser classificada. “Minha família também estava ansiosa”.
A prova de redação, que é decisiva para a pontuação final, trouxe como tema O cotidiano, considerada a dualidade vida-morte, pode ser o espaço de criação ou de cópia.
Leia mais na edição deste domingo (18) do Jornal de Brasília.