Anderson Souza
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Após o trágico deslizamento de terra ocorrido na tarde da última quarta-feira (22) na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, que causou a morte de uma mulher de 53 anos, a questão sobre o risco em que as pessoas estão submetidas ao morar em áreas de risco volta à tona. Segundo os últimos dados da Defesa Civil (de julho de 2011), existem aproximadamente 1.750 pessoas, distribuídas em 26 áreas consideradas de risco, em 11 cidades do Distrito Federal (como Ceilândia, Sobradinho I e II, Riacho Fundo, Recantos das Emas). A maioria delas localizadas em solo arenoso, argiloso ou próximo a encostas ou à beira de rios.
Segundo a Defesa Civil, a região de Vicente Pires como um todo é considerada uma área de risco, principalmente em período chuvoso. Os dados apontam que a região possui diversos locais em que são classificadas como de risco muito alto. As principais ameaças observadas foram de erosão, desabamento, dano ambiental, doenças causadas por lixo e entulho.
Após os estudos, chegou-se a conclusão de que entre os principais motivos que ocasionam tais problemas nas áreas de risco do DF são a falta de sistema de drenagem de águas pluviais, falta de saneamento básico, lixo e esgoto a céu aberto ou jogados no córrego e casa a menos de 10 metros da erosão. Outra dificuldade encontrada também é o acesso complicado para a atuação do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
A Defesa Civil traz algumas alertas para prevenir problemas neste período chuvoso. Antes da fase de chuva, o órgão recomenda que as pessoas não joguem lixo ou entulho nos córregos, para que a passagem da água não seja obstruída e enfraqueça o solo; não façam construções próximas a córregos que posam inundar e nem em cima de barrancos que possam deslizar. Já durante o período da chuva, é recomendado que as pessoas se dirijam a um lugar seguro caso o nível de água esteja subindo.