No último mês, o governo do Distrito Federal (GDF) começou a distribuição das casas da recém-construída Vila da Estrutural. O projeto, desenvolvido pelo Programa Brasília Sustentável, sob a coordenação da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), já removeu para a Vila cerca de 160 famílias. Os moradores se mostram satisfeitos com a nova casa. Com água, luz e ruas asfaltadas as famílias elevaram a qualidade de vida e têm pouco a reclamar. Se dizem insatisfeitos apenas com a falta de transporte público e escolar.
Por dois anos, a dona de casa Ivone Rodrigues da Silva morou em um barraco sem água e sem luz. Depois de um longo tempo vivendo de maneira precária, ela ganhou uma das casas da vila, onde mora há quase 20 dias. Mãe de quatro filhos ela diz que o local superou as expectativas e que o fato de não ver os filhos dormindo entre ratos já faz valer a pena. “Aqui é uma bênção. Hoje meus filhos não dormem entre ratos. Além disso, hoje eu tenho luz e água, e não preciso ir atrás de vizinho para pedir”, diz. Apesar de estar feliz com o espaço concedido para a família, ela conta que os problemas existem e destaca a falta de ônibus como sendo o mais grave. “Para a gente pegar ônibus, tem que andar mais de 20 minutos até a parada mais próxima”, reclama.
A reclamação é unânime entre os moradores da região. Jéferson Soares, que mora no local há um mês, diz que gasta 35 minutos até a parada.
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