Menu
Brasília

Centros de ensino ampliam o leque de ações gratuitas em Direito e Saúde

Arquivo Geral

14/09/2009 0h00

A preocupação com a comunidade tem sido crescente entre as universidades e centros universitários do Distrito Federal. Hoje é possível desfrutar de atendimentos gratuitos ao público em diversas áreas. Saúde, Cultura, Direito, Educação. As atividades são inúmeras e os benefícios para as pessoas que não têm condições de pagar por um serviço desse tipo são bem evidentes.


Além de ser um serviço gratuito, também é um meio de aprendizado para diversos alunos das universidades. O professor Artur Alexandre Oliveira, coordenador do Núcleo de Prática Jurídica do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF), acredita que, além dos serviços jurídicos oferecidos à comunidade serem um meio de ajudar quem não tem condições de pagar um advogado, também se tornam uma boa aula prática para os alunos de Direito.


“Nós conseguimos aliar dois interesses, o da população carente, que não tem como pagar pelo serviço, e o dos estudantes”, explica Artur. No total, 930 alunos prestam serviço à população em dez unidades de atendimento, espalhadas por todo o DF.


Garantia de atenção
O programa funciona desde 1998 e a procura, segundo o coordenador, é alta e aumenta a cada ano. “A Defensoria Pública não tem como atender todas as pessoas carentes. Por isso, o atendimento é tão procurado. Há casos de pessoas que já vêm direto aqui, sem nem passar  pela defensoria”, afirma.


Os serviços gratuitos da área de saúde também são bastante procurados. Mais uma vez, o grande benefício é combinar um serviço necessário à comunidade com o aprendizado dos alunos do Ensino Superior. Os atendimentos na parte de Nutrição da Universidade Católica de Brasília (UCB) são bastante procurados. Segundo a professora Sarah Peres, coordenadora do programa, esses serviços ajudam a melhorar a qualidade de vida da população carente. “Prestamos o serviço de atenção primária da nutrição, além de prevenir o  avanço de doenças mais graves”, explica Sarah.


As faixas etárias são diversas, mas os alunos sentem falta de atendimentos a crianças e gestantes. “São grupos que precisam de acompanhamento, mas muitas vezes acabam não procurando o serviço”, lamenta a nutricionista. Além do atendimento ambulatorial, a comunidade pode contar com palestras interativas. “Nessas palestras há troca de informações e integração com o  público. As pessoas se sentem à vontade para falar coisas que muitas vezes não falam no atendimento do ambulatório”, afirma Sarah. No total, são oito ambulatórios para a comunidade. Alunos dos últimos semestres fazem o acompanhamento das pessoas que procuram o serviço, supervisionados por um professor.

O Na Hora do Iesb
No Centro de Atendimento Jurídico do Iesb, na 708/709 Norte, os alunos se preparavam para receber a comunidade em busca de assistência jurídica. No começo da tarde, a sala já tinha dez alunos lendo processos  e discutindo casos. O estudante do 10º semestre, Dhiogo Ribeiro, de 22 anos, era um deles.


O atendimento ao público, conta Dhiogo, além ser uma aula prática, também é uma ajuda à comunidade carente. “Você não desenvolve só o lado intelectual, mas o humanitário”, afirma ele. Apesar da maioria dos processos serem nas áreas cível e familiar, Dhiogo quer se especializar em Direito Tributário. Mesmo assim, a experiência é válida. “Você tem a oportunidade de encontrar a realidade da  profissão que vai seguir”, ensina.


O estudante do 8º semestre, Marcelo Salumão, 27 anos, aprova o modo como teoria e prática são aplicadas, sempre ajudando a comunidade. “Como aluno, pegamos a  prática jurídica e ainda auxiliamos quem não tem condições de pagar por um advogado. Fazemos com que o Direito seja aplicado para a comunidade”, explica Marcelo.


Boa orientação
E não são só os alunos que aprovam a iniciativa. Pessoas que recebem o atendimento jurídico afirmam que são bem orientadas. É o caso de Jucélia Ensaldanha, de 44 anos. Ela procurou o atendimento jurídico após esperar muito tempo para ser atendida na Defensoria Pública. “A fila de espera era muito grande, por isso procurei a faculdade”, lembra Jucélia.


Ela ficou satisfeita com o serviço do Iesb. “O atendimento foi na hora, bem rápido, e eles me ajudaram com o processo. Acho que esses serviços deveriam se estender a outras áreas,como Engenharia e Saúde. A gente sempre precisa”, afirma.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado