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Brasília

Centro Internacional de Convenções: liberação do espaço para shows provoca polêmicas

Arquivo Geral

20/03/2013 8h10

Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Uma autorização relâmpago, conseguida para a realização do show do pop star Elton John no último dia 8 de março, não solucionou o problema do Centro Internacional de Convenções do Brasil: o local continua sem alvará de funcionamento.

 

Pelo documento concedido pela Administração Regional de Brasília, naquele espaço deveria ser edificado um centro esportivo para práticas de atividades que envolvem o lazer, pois está localizado no Setor de Clubes Sul – específico para a prática de esportes e lazer.

 

 
Atualmente, a área onde está instalado o centro de eventos mais se assemelha a um canteiro de obras. O único local parcialmente concluído é o primeiro bloco do Centro Internacional de Convenções, onde foi realizado o show de Elton John. Na tarde de ontem, o Jornal de Brasília flagrou operários em plena atividade na mesma ala, em cima de andaimes, sem nenhum equipamento de segurança.

 

Improviso

Já nos fundos da construção, nada foi finalizado. Tratores trabalham no local, caminhões de construção também circulam no interior das obras.

 

O diretor de Desenvolvimento Econômico, responsável pelos licenciamentos da Administração Regional de Brasília, Luciano Lucas da Silva, ressalta que a obra não conta sequer com a expedição do habite-se. Segundo ele, o empreendimento não é passível de nenhuma licença de funcionamento definitiva. “Primeiramente, a licença não pode ser emitida devido à construção não atender à destinação local, que permite apenas a existência de centros de lazer, restaurantes, lanchonetes, de acordo com as exigências da área”, explica.

 

O chefe de comunicação do Corpo de Bombeiros, tenente coronel Mauro Sérgio de Oliveira, também informou que a destinação do local para a realização de shows não atende ao que está designado em norma.

 

O diretor de Desenvolvimento Econômico da administração esclareceu que a autorização para o show do cantor inglês foi concedida por se tratar de uma eventualidade.

 

“Foi uma situação que não é corriqueira, e que dependeu tão somente de aprovações técnicas”, disse.

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